domingo, 26 de janeiro de 2014

Danger capitulo 25


JUSTIN POV
Soltei um grunhido frustrado assim que meus punhos entraram em contato com a mesa na minha frente. 
- Isso é ridículo! - gritei, com o rosto vermelho.
- Bro, se acalma. - John falou suavemente, mas eu balancei a cabeça vigorosamente o ignorando.
- Como diabos não conseguimos localizar a Kelsey? Essa merda está quebrada ou algo assim? - chutei a mesa em que nosso equipamento estava.
Bufando, corri meus dedos pelo meu cabelo antes de puxar as pontas do mesmo.
- Chutar a mesa não irá fazer isso funcionar, Justin. -Bruce falou balançando a cabeça. - É preciso sentar essa bunda e se concentrar.
Caminhei no chão, ignorando suas palavra. Tudo o que eu sabia era que eu tinha que encontrar Kelsey antes de a perder.
Bruce mordeu a língua para evitar a si mesmo de dizer algo que pudesse me fazer perder a cabeça. 
- O que mais você poderia nos contar?
- O que mais você quer que eu diga? - cuspi, me virando para olhar Bruce. - Tudo o que sei é que ela saiu da lanchonete com aquele filho da puta em um carro vermelho.
Bruce esfregava na testa com frustração.
- Nós vamos achá-la, ok? Você só precisa se acalmar, e se concentrar. Nós não podemos te ter chutando a mesa toda a vez que acha que a perdemos. Nós não podemos encontrar Kelsey assim, se tudo o que você vai fazer é uma cena.
- Eu não estou fazendo uma cena! - exclamei com humildade. - Eu simplesmente não posso correr o risco de esperar. - Fiz uma careta. - Se passou quanto tempo? Uma hora desde que me sentei aqui tentando descobrir onde ela está?! E se ela precisar da minha ajuda agora? - Só de pensar que ela possa estar em perigo trouxe uma onda de preocupação a mim.
- Por que ela fugiu de você? - Bruce perguntou.
Dei de ombros, arranhando a parte de trás do meu pescoço.
Bruce riu amargamente, incrédulo.
- Não dê de ombros para mim garoto, e me fala a verdade. O que aconteceu?
- Nós fomos comer fora, ela ficou brava e saiu. - olhei para longe.
- Sim, mas por quê? - Bruce destacou me olhando atentamente.
Eu suspirei. - Eu não sabia que Jen trabalhava lá como garçonete e ela veio atender nossos pedidos. Eu disse a ela para sair, Kelsey descobriu que a gente se conhece, ela queria saber como e porquê. Eu não disse a ela e ela ficou com raiva e foi embora. - Mordi o lábio, pensando sobre nossa briga.
Eu era um idiota.
Eu deveria ter dito a ela.
- Por que você não disse a ela?
Deixei escapar um suspiro profundo. 
- Como é que eu vou explicar essa porra toda que faz parte das nossas vidas? Huh? Como eu poderia explicar que Jen era uma vadia duas caras que por trás de tudo queria me fuder e que acabou conseguindo ferrar com tudo no final?
- Dizendo. - John falou agora, em um tom como se fosse óbvio. 
Revirei os olhos
- E então ela queria saber porque Jen era como ela é. - balancei a cabeça, lambendo meus lábios. - Eu não podia arriscar. Ok? Além disso, meu passado e da Jen é nosso passado. Isso não é da conta de Kelsey.
- Bem, se ela é sua garota, bro, ela merece saber. - John me olhou.
- Quem disse que ela é minha garota? 
- Cara, quem você está tentando enganar aqui? - John zombou. - Eu te conheço como a palma das minhas mãos e eu também sei que se essa garota não significasse nada para você, você não teria passado por tudo isso, - ele fez um gesto para todos nós e para a mesa. - apenas para encontrá-la. Sem mencionar que eu ouvi o que você disse à Bruce. - Ele acenou com o dedo para mim, com um sorriso em seus lábios.
- Que seja. - murmurei.
Bruce sentou em silêncio, enquanto pensava em tudo que foi dito. 
- Eu só vi essa garota uma vez e ela nos trouxe mais problemas do que qualquer uma das nossas missões. - Ele balançou a cabeça. - É bom que ela valha a pena Bieber, porque eu juro, se ela acabar nos ferrando, vou matar vocês dois. - Bruce começou a trabalhar mais uma vez, tentando rastreá-la.
Eu não pude deixar de rir levemente.
- Não se preocupe, ela não vai. - sentei do lado de John, ajudando-os a realizar o processo.
- Com quem ela poderia possivelmente ter ido? - John perguntou. -Quero dizer, o carro era familiar? Você já viu ele em algum lugar antes? Isso pode ajudar.
Franzi minhas sobrancelhas, pensando muito sobre o que John tinha perguntado. Levei um tempo antes da realidade me atingir. Eu me inclinei para trás, arregalando meus olhos, meus lábios se separaram.
- Luke.
- O quê? - Bruce olhou para cima.
- O território dos Kings - zombei em descrença. - Eu vi o carro perto da área um pouco antes de ser esfaqueado. Lembro de caminhar e vê-lo de longe. Eu apenas nunca prestei atenção a isso. - minhas mãos tomaram as formas de punhos novamente.
- Espera, você está tentando dizer que Luke foi quem levou Kelsey? -Bruce parou o que estava fazendo, prestando atenção.
- Oh, não, não era Luke, Kelsey sabe como ele é. Ele também seria estúpido em levá-la ele mesmo. Foi um dos caras dos Kings. - balancei a cabeça em aceitação ao que eu estava dizendo. - É Luke que está por trás de tudo isso. - me levantei.
- Whoa, pense nisso por um segundo antes de ir fazer algo que você se vai arrepender. - Bruce se levantou.
- Não porra! - cuspi. - É ele. Tem que ser. Quem mais poderia ir até Kelsey, a menos que eles soubessem quem era ela? - Fiz uma pausa. -A menos que eles soubessem que eu a conheço. - balancei minha cabeça, a raiva pulsando nas minhas veias. - Por que esperar para fazer o tiroteiro? Nós podemos fazer isso agora. - Caminhei até o armário a poucos metros de distância, abri a porta, vasculhando o que tinha dentro e peguei uma caixa de metal que estava no topo.
Caminhando para a lateral da mesa, pousei a caixa sobre a mesma, colocando os códigos e tirando as trancas, abrindo-a.
Pegando a arma dentro, abri para ver se tinha balas o suficiente, antes de fechar novamente e colocar nos meus jeans. Fechando a caixa, coloquei-a de volta no armário antes de caminha até Bruce e John.
- Cansei de joguinhos. Se esses bastardos querem brincar com fogo, eles vão se queimar.
KELSEY POV
Vi que eu estava acordada quando resmunguei. Não me lembro de ter dormido? Sentindo a vibração de meus olhos enquanto os abria, eu pisquei para me acostumar com os olhos abertos depois do que pareceram anos desacordada. 
Foi quando eu acordei completamente que percebi que estava em um local que não reconhecia. 
Instantaneamente, o pânico tomou conta de mim e eu comecei a tentar me mover para sair daqui, apenas para perceber que eu não podia me mover, pois estava amarrada a uma cadeira. Meus olhos se arregalaram enquanto meu coração acelerou. 
Onde infernos eu estava? 
Engolindo a saliva, tentei me lembrar da última coisa que havia feito, quando a imagem da briga com Justin veio à minha mente, eu indo embora com raiva e um carro parando… merda.
Andrew. Ele estava por trás disso. Aquele desgraçado.
Tentei puxar minhas mãos para me soltar mas tudo que consegui foi cortar minha pele com a corda com a qual eu estava amarrada. Deixando escapar um gritinho de dor, eu expirei em um assobio, irritada com a minha estupidez. 
Tinha que ter algum jeito de sair daqui.
Eu precisava sair daqui. Só Deus sabe quem são essas pessoas ou o que eles vão fazer comigo.
Olhei à minha volta, tentando achar qualquer coisa que poderia me ajudar a me soltar dessas cordas quando alguns barulhos vieram da porta que dava acesso à sala e antes que eu tivesse a chance de sequer pensar no que fazer, a porta foi aberta em um movimento rápido e exagerado.
Olhei para cima e vi quatro figuras paradas na entrada da sala.
- Ora ora ora, se não é a garota do Bieber. - uma voz bem familiar falou, zumbindo nos meus ouvidos em um tom provocante.
Como eles sabiam que eu conhecia Justin?
Fiz uma careta para ocultar meus pensamentos.
- Eu não sou a garota de ninguém, obrigada. - cuspi, em um tom de amargura. 
Eu sei que não devia estar respondendo para um grupo de caras que eu nem conhecia e não sabia do que eles eram capazes mas eu era conhecida por ter uma boca grande e não havia chances de eu demonstrar para esses babacas que eu estava com medo. 
Se você demonstra derrota, eles te acertam mais a fundo. 
Acho que assistir a novelas veio a calhar. 
Ele riu.
- Não há motivos para mentir. Nós todos sabemos que você tem alguma ligação com Bieber.
- Não sei de que porra você está falando. - sussurrei.
Não há chances de eu abrir minha boca. Especialmente para um bando de caras que me sequestraram. 
- Você sabe… - ele balançou a cabeça para o lado. - Eu não tolero mentirosos. - ele sussurrou enquanto andava até ficar parado à minha frente.
- Eu não estou mentido. - afirmei com naturalidade.
- Com quem você está tentando brincar, garotinha? - ele disse com um levantar de sobrancelhas.
Do canto do meu olho, eu podia ver Andrew e dois outros que eu não reconhecia, rindo. 
Se eu pudesse tirar esses risinhos de seus rostos na marra…
Senti um forte golpe contra minha bochecha, me fazendo estremecer de dor. 
- Que porra foi essa? - cuspi, me virando em choque para vê-lo me encarando com diversão. 
- Se tem algo que eu desprezo mais que mentirosos, é quando as pessoas me ignoram. - ele respondeu com uma careta.
- Você é realmente louco. - sussurrei em desgosto. - Como você pôde bater em uma garota? Babaca. 
- É bem fácil babe. Tudo que você tem que fazer é preparar a sua mão e balançá-la contra a bochecha delas, dese jeito. - ele me deu outro tapa. 
Eu mordi meu lábio para me impedir de gritar. Ele sorriu.
- Eu posso fazer a porra que eu quiser vadia, e não tem nada que você possa fazer sobre isso.
- Se eu não tivesse amarrada nessa cadeira, eu faria algo sobre isso, babe. - eu zombei. - É engraçado como você precisa me ter amarrada a fim de uma coisa tão repugnante. 
- Você está certa. - ele assentiu.
Eu arqueei minhas sobrancelhas, quieta. O encarei curiosamente. E eu que achava que Justin era bipolar…
- Se não fosse essa cadeira, eu não teria feito o que eu fiz. Na verdade, eu teria feito muito mais do que apenas te bater. - ele riu, adicionando duplo sentido por trás de suas palavras. 
Eu evitei seu olhar.
- Você sabe, - ele fez uma pausa, andando em volta da cadeira em que eu estava sentada. - Para uma garota, você é bem agressiva… - ele riu, abaixando para que seu rosto ficasse a poucos centímetros de distância do meu. - Não é à toa que Bieber a mantêm por perto. Tenho certeza que você é ótima na cama. - ele piscou para mim.
- Você é nojento. - eu desprezei, virando minha cabeça para olhar para ele como se meus olhos atirassem adaga nos seus. 
- Essa é sua nova palavra favorita ou o que? - ele pressionou suas mãos nas minhas laterais. - Porque se é, você devia se acostumar a falar mais uma coisa… - ele piscou, um sorriso de aproximando em seus lábios. - Eu vou me divertir tanto com você. - ele sussurrou de forma ameaçadora, enquanto escorregava as costas de sua mão para cima e para baixo no meu rosto. 
Eu recuei, movendo minha cabeça para longe do seu toque.
Ele riu antes de se levantar. - Você não será capaz de se afastar quando eu colocar minhas mãos em você daqui a pouco. 
Eu vi pelo observei pelo canto do meu olho quando ele andou até a porta, sussurrando coisas para Andrew e os dois outros caras antes de sair da sala com os dois o seguindo, deixando Andrew para trás. 
Eu mordi a minha língua para me impedir de dizer algo e me recusei a olhá-lo. 
Eu nem mesmo percebi que ele havia andando até mim até sentir a sua presença por perto. Lutando contra a vontade de amaldiçoar a sua vida ao máximo, eu continuei ali, sem dizer uma palavra sequer. 
Um objeto de metal brilhante reluzia na sala escura, por causa da luz vinda da pequena janela, fazendo minha garganta secar e meus olhos brilharem em medo.
Me impedi de arfar alto, quando senti a ponta da faca pressionada contra a lateral do meu rosto. Mordendo meu lábio, me recusei a demonstrar algum sinal de perturbação, enquanto Andrew ria. 
- Seria uma pena arruinar um rosto tão bonito. Não seria? - sua voz fez arrepios correrem pela minha espinha. 
Eu apertei meus olhos, sem dizer nada. 
- Pena que eu tenho que. - ele sussurrou, antes de pressionar a lâmina contra a minha pele, escorregando-a pela minha bochecha e cortando minha carne e me fazendo gritar com a dor inegável. - Você deveria ter escutado seu namorado, babe. - Andrew deslizou até perto da minha orelha enquanto a dor em minha bochecha aumentava e ele corria a faca até o meu pescoço, me fazendo gritar ainda mais. - Você não deveria ter entrado em meu carro. - ele lambeu a pele atrás da minha orelha. - Acho que você aprendeu uma lição, certo? - ele riu de modo sombrio antes de se afastar e sair da sala, me deixando sozinha novamente.
Eu engoli as lágrimas que queriam escapar da circunferência das minhas pálpebras.
Onde está você, Justin?

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