domingo, 26 de janeiro de 2014
Danger capitulo 26
Eu nem percebi que havia caído no sono até abrir meus olhos e ver que eram quase cinco e meia da tarde (pelo sol que estava se pondo na pequena janela da sala).
Praticamente esqueci que estava amarrada em uma cadeira quando tentei me espreguiçar e minhas costas se curvaram. Até que eu olhei para baixo de mim e percebi que não estava mais na cadeira. Ao invés disso, me surpreendi ao me encontrar numa cama.
Como diabos eu terminei aqui?
Me movendo, puxei meus pulsos apenas para notar que eles estavam pressionados firmemente contra a cama, com uma corda amarrada em volta.
Assobiei em dor quando senti as cordas cortaram a minha pele. Eu gemia em aflição, querendo nada mais do que sair daqui.
Por que essas coisas sempre acontecem comigo? Deus me odeia tanto assim?
Senti meu estômago despencar dentro de mim com a preocupação que começou a me comer viva. Eu iria algum dia sair daqui? Eu iria morrer? Eu seria capaz de ver meus pais uma vez mais? E ver Dennis, Carly ou até Justin novamente?
As lágrimas ressurgiram quando funguei, piscando por trás da substância salgada que implorava para escapar. Não havia uma porra de uma chance de eu mostrar fraqueza pra esses imbecis.
Virando a minha cabeça, estremeci com a dor que penetrava da minha bochecha ao meu pescoço por conta dos cortes profundos. Parecia que eles estavam pegando fogo. Mordi meu lábio tentando me conter de soltar um grito agudo.
Apertando meus olhos fechados, decidi que seria melhor se eu tentasse dormir novamente. Talvez o tempo passaria mais rápido dessa forma.
No segundo em que me acalmei, quase pulei para fora de minha pele quando ouvi a porta se escancarar e o idiota de antes vir andando, aquele mesmo sorrisinho em seu rosto.
Se eu não estava com medo antes, agora eu estava definitivamente apavorada.
- Vejam quem está acordada, rapazes. - ouvi aquela mesma voz irritante falar alto. A mesma voz que pertencia ao cara que me colocou nessa, em primeiro lugar. Aquele que jurou que faria o que quisesse comigo.
Eu engoli a saliva com força.
- Parece que a garota do Bieber está pronta para um pouco de diversão. O que vocês acham? - ele riu repugnantemente, me fazendo lutar contra a vontade de vomitar.
Eles gritavam como porcos.
Eu puxei as cordas mais uma vez. - Me tire dessas coisas. - disse em um tom amargo.
Ele riu. - Não há nada que eu possa fazer baby, vou me divertir com você. - ele esfregou as mãos juntas enquanto lambia os lábios.
- Hey Andrew, você está com a filmadora? - ele sorriu para mim enquanto meus olhos se arregalaram.
Filmadora? Pra que?
- Sim cara, aqui. - me virei para vê-lo segurar a câmera no ar, com feições de puro prazer.
Se eu não estivesse amarrada, eu o teria socado na cara aqui e ali.
Ele se virou, andando até ele. - Obrigado cara. - ele pegou a câmera.
- A qualquer hora, Luke.
Senti minha garganta secar e meu cérebro rodopiar em confusão. Luke? Aquele da lanchonete? Meu estômago se revirou. Era por isso que ele parecia tão familiar para mim. Ele era o cara que Justin havia desprezado. Ele foi quem esfaqueou Justin.
E foi por isso que eles me pegaram. Por isso eles sabem que eu conheço Justin.
Porra de vida.
- Você é Luke? - sussurrei mais para mim mesma do que pra qualquer outra pessoa, mas parece que falei alto, pois ele se virou para mim com aquele sorrisinho conhecido nos lábios.
- Oh, então você se lembra de mim? - Luke arqueou uma sobrancelha.
Me mantive em silêncio.
- Pensei que você nunca ia se lembrar. - ele andou até a escrivaninha onde pousou a filmadora. Puxando a aba da lateral, ele a ligou e uma luz vermelha começou a piscar, sinalizando a gravação.
- Justin vai te matar. - cuspi com veneno, querendo dizer cada palavra. Pelo que pude perceber sobre Justin, ele protege aqueles com quem se importa.
Isso o fez rir alto, fazendo com que os dois outros caras rissem também. - É mesmo? Bom, onde eles está babe? Porque da última vez que chequei, vocês dois brigaram feio e ele nem sequer correu atrás de você.
- Você pensa que ele vai me deixar correr com um filho da puta qualquer e não vir atrás de mim? - eu ri levemente. - Você deve ser mais estúpido do que eu pensei. - mesmo que eu parecesse confiante, eu estava longe disso.
Eu não sabia onde diabos Justin estava ou se ele estava vindo atrás de mim. Quem sabe? Talvez ele esteja curtindo com os caras em sua casa, curtindo a vida sem mim para interferir.
Seu rosto enrijeceu com ele rosnando baixo. - Se você fosse inteligente o suficiente, você não estaria dizendo metade das coisas que está agora. - ele zombou. - Se eu fosse você, calaria a boca. A última coisa que você iria querer é me insultar.
Eu estreitei meus olhos. - Ou o que? Você vai me bater de novo? Me cortar? - desafiei, olhando para o longe. - Babaca.
Engasguei quando senti um soco colidindo com a lateral do meu rosto, me fazendo tossir inesperadamente e meu corpo ir para frente, resultando nas cordas cortando a minha pele ainda mais profundamente.
Luke segurou meu rosto, me forçando a olhá-lo. - Você tem um inferno de uma boca grande. Você deveria usá-la, vadia. - ele cuspiu em desgosto, apertando seus dedos na minha pele me fazendo estremecer em dor.
Juntando toda a força que eu ainda tinha, o olhei nos olhos, fazendo a maior cara de desgosto para ele, antes de cuspir em sua cara.
- Vadia! - ele gritou, limpando o cuspe da sua cara com as costas da sua mão antes de segurar meu pescoço e começar a me enforcar.
Engasguei por ar, meus olhos se arregalando enquanto eu tentava desesperadamente respirar novamente. - Pa-pare.
- Você vai pagar por isso. - ele zombou dando uma última apertada no meu pescoço antes de me empurrar com força contra a cama.
Busquei ar, tossindo violentamente para recuperar o meu ritmo normal de respiração.
Seu peito subia e descia, sua cara vermelha de raiva. - Vocês podem sair agora. Parece que essa vadia bem aqui precisa aprender uma lição. - ele disse para os homens no canto, rindo.
Andrew e o outro cara assentiram e saíram da sala, fechando a porta.
Luke continuou a se guiar até mim com um olhar diabólico, pegando na bainha de sua blusa e puxando pela cabeça, jogando-a para o lado.
Senti meu coração parar e minha barriga tremer enquanto via Luke começar a subir por cima de mim. Eu choraminguei por baixo de seu peso, me sentindo inútil.
- Não tem mais como lutar contra mim, vadia. - ele disse, movendo sua cabeça até meu pescoço, começando a beijar e chupar a pele por ali.
- Não, pare. - resmunguei, me mexendo tentando sair debaixo dele. - Por favor. - implorei.
Ele mordeu minha pele, sinalizando que não pararia tão cedo, enquanto começou a arrancar minhas roupas.
Senti as lágrimas ressurgirem ameaçando escorrer. - Por favor, não faça isso. Me desculpe. - sussurrei.
- Tarde demais para isso, babe. - ele assobiou, forçando seus lábios contra os meus.
Movi minha cabeça, não querendo nada a não ser tirá-lo de cima de mim.
Luke, entretanto, não deu a mínima. Ele continuou apalpando as laterais do meu corpo, atacando ferozmente meus lábios com os seus.
As lágrimas começaram a cair enquanto eu tentava fracamente tirar meus lábios dos dele.
Quando ele finalmente se afastou, eu estava quase aliviada que ele havia parado até que ele começou a puxar minha blusa, rasgando-a com um puxão.
- Pare! - eu gritei. - Não faça isso! Por favor, eu faço qualquer coisa. - choraminguei. - Por favor…
- Não há nada que eu possa fazer baby. - ele resmungou contra minha pele, quando começou a beliscar meu peito exposto.
JUSTIN POV
Quando eu colocar minhas mãos naquele filho da puta, eu irei matá-lo. Farei com que ele deseje nunca ter cruzado meu caminho.
Segurando o volante com cada vez mais força, continuei a acelerar pelas ruas, não dando a mínima se estava ou não excedendo o limite de velocidade.
Virando uma esquina, senti meu coração bater cada vez mais rápido com o passar dos segundos.
E se ela tiver sido machucada? E se Luke a tocou?
Estremeci com o pensamento.
- Calma, cara. - John tentou me reconfortar. - Você precisa manter o foco na tarefa em suas mãos. Não podemos tê-lo fumegante enquanto vai até lá, isso vai adiar o que viemos fazer de fato.
- Como raios eu posso me acalmar quando eu nem sei que porra estão fazendo com ela? Eles podem tê-la matado neste momento! - eu gritei, sentindo o dobro de raiva.
Só o pensamento de Luke colocando as mãos em Kelsey me fazia ter raiva.
- Eu sei que é difícil, bro. Não estou dizendo que você não pode se preocupar, mas não deixe seu ódio pelo cara te afetar. Você precisa salvá-la e ter certeza que Luke pague por isso. Você não será capaz de fazer os dois se tudo que pensa é matá-lo.
Eu assenti, tentando me acalmar. John estava certo. Eu não posso deixar isso me afetar. Preciso pensar direito.
Virando outra esquina, eu pisei ainda mais forte no acelerador, aumentando um pouco mais a velocidade e alcançando 120 milhas por hora.
Quando nós finalmente alcançamos a área, eu diminuí a velocidade, não querendo chamar atenção enquanto dirigia cuidadosamente.
A última coisa que eu precisava era a gangue de Luke me ver do lado de fora do armazém.
Quando me aproximei dos territórios de Luke, vi o carro vermelho que Kelsey entrou no estacionamento da lanchonete. Balancei a cabeça. - Eu sabia. Eu sabia que o filho da puta estava por trás disso tudo.
Johm seguiu meu olhar, enxergando o carro quando seus olhos se estreitaram. - Então o filho da puta realmente a pegou. - ele balançou a cabeça.
Eu desliguei o carro, encostando no assento de couro. - Ele vai desejar nunca ter me conhecido. - me debrucei alcançando o porta-luvas, o abrindo e revelando a arma carregada. Pegando-a, entreguei para John. - Para caso eu precisar de reforço, aqui está. Quem sabe qual imbecil vai começar a atirar.
Ele assentiu, pegando a arma e colocando atrás em sua calça. Ele abriu a porta do carro ao mesmo tempo que eu, e nós dois as fechamos silenciosamente após sair.
Indo até o armazém, tive certeza de que não tinha nenhum homem fora antes de dar a volta pela casa com John atrás. Puxei a arma de trás de mim, virando para John. Assenti para ele antes de chutar a porta dos fundos para que abrisse. Segurando a arma à minha frente, olhei em volta e para nossa sorte, o lugar estava vazio.
Entrando silenciosamente, nós procuramos por qualquer porta, chutando as fechadas e entrando pelos buracos.
Vozes podiam ser ouvidas da sala adjacente àquela em que estávamos. Escutei com atenção e descobri que eles estavam todos sentados, conversando.
John pressionou sua mão em meu ombro, sinalizando que ele tomaria conta desses.
Assenti, me virando para o outro lado da sala, conseguindo vê-los sentados enquanto eu permanecia encostado na parede. Luke não estava lá e nem Kelsey. Senti meu estômago se revirar.
Eu podia ver as escadas daqui mas para meu receio, estava na visão dos outros caras, o que significava que eu não conseguiria subir sem que eles vissem. Eu olhei para John e ele rapidamente entendeu o que eu quis dizer quando viu as escadas.
Ele se escondeu por trás de uma das paredes, esticando a mão antes de atirar várias balas, o que chamou imediatamente a atenção deles.
Eu corri pela sala e subi as escadas no momento que eles começaram a ir na direção de John. Eu estaria preocupado se não soubesse que John estava acostumado a lidar com merdas como essa. Ele sabe como derrubar vários caras de uma vez só.
No segundo que cheguei ao outro andar, comecei a caminhar pelo corredor, chutando todas as portas, desesperado para achar Kelsey.
Quase cheguei ao fim quando ouvi um choro vindo de uma das portas. Caminhei vagarosamente até ela. Segurando a maçaneta, pressionei minha orelha contra a porta, ouvindo a única e familiar voz trêmula em desespero pedindo para o que quer que estivesse acontecendo, parar.
Isso foi o suficiente para me levar ao meu limite. Me inclinando, usei toda minha força para chutar a porta. Pisando dentro, olhei para cima para ver Luke em cima do corpo trêmulo de Kelsey.
A morte piscou nos meus olhos.
Ninguém toca minha garota e sai ileso dessa
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