domingo, 26 de janeiro de 2014
Danger capitulo 24
POV JUSTIN
Essa vadia é louca?
Como diabos ela entra no carro de uma porra de um estranho?
Ela é estúpida?
Meu palpite no momento é que ela é.
Comecei andando pelo estacionamento, tentando me manter são antes que eu enlouquecesse. Se você pensou que eu já tinha enlouquecido, você não viu como eu estou agora.
Estou perto de matar alguém por causa de todo esse estresse que construí dentro de mim.
Onde infernos estava Kayla quando eu preciso dela?
Foco Justin, foco. Me repreendi mentalmente enquanto esfregava minha nuca.
Ela nem sabia quem ele era. Quero dizer, se conhecesse teria entrado de primeira, mas ela ficou lá por uns bons cinco minutos. Inferno, mesmo se o conhecesse, não deveria ter fugido daquele jeito.
Ele deve ter dito algo a ela…..
Digo, não há outra explicação para ela simplesmente fugir com um cara desconhecido.
Caramba! O quão descuidada Kelsey pode ser?
Chutei o pneu de um carro que não era meu. Eu provavelmente parecia um sociopata, mas nesse momento eu não dou a mínima. Kelsey entrou num carro de alguém que eu não conhecia.
O carro não me parecia familiar e eu não conseguia ver nada devido aos vidros escuros.
Oh, merda.
Amaldiçoei minha vida, enquanto caminhava até onde havia estacionado meu carro. Não havia nenhuma chance de deixá-la num carro com um estranho e não correr atrás dela.
Eu seria um tolo se o fizesse.
Assim que achei minha Range Rover, abri a porta, entrando e imediatamente girando a chave na ignição.
Algo dentro de mim me dizia que Kelsey não estava em boas mãos e eu não ia esperar para ver o que iria acontecer.
Eu iria encontrá-la. Mesmo que fosse a última coisa que eu fizesse.
Puxando o freio de mão, eu saí do estacionamento e desci na mesma rua que o carro vermelho desceu.
Acabei não indo até o fim da rua, pois percebi que eu não tinha visto onde o maldito carro foi depois disso.
Dizendo uma série de palavrões, fiz o retorno e dirigi de volta para a minha casa.
Excedi o limite de velocidade e rezei para que não houvesse policiais por perto para me parar, porque eu não tinha tempo para eles no momento.
Percebendo que eu seria inteligente se ligasse para os caras para avisar que eu estava indo e precisava que ficassem prontos, puxei meu blackberry do bolso da calça jeans e disquei os números, apertando o telefone contra o meu ouvido enquanto virava uma das ruas.
- Olá? - A voz rouca de John soou através do alto-falante do celular.
- Ei cara, ouça, preciso de você e dos caras para prepararem o equipamento. Precisamos rastrear algo ou devo dizer, derrubar alguém. - virei outra rua.
- Pra que cara? - eu poderia dizer que ele já havia começado a fazer o que eu falei, pelos barulhos que escutei do outro lado da linha.
- Só faça. Eu conto quando chegar em casa. Tudo bem? - falei francamente.
- Tudo bem. Nos vemos.
- Nos vemos. - e com isso, desliguei a chamada.
Só espero que quando eu encontrar Kelsey, ela esteja inteira.
POV KELSEY
Estava começando a me preocupar com a minha decisão de entrar no carro.
Não que Andrew - que eu finalmente descobri o nom - esteja fazendo algo fora do comum, mas eu não estava exatamente no carro de alguém familiar.
Eu não tinha ideia de quem Andrew era e isso estava me preocupando.
Justin estúpido, eu culpo a ele por me fazer entrar no carro.
Talvez se ele não fosse tão teimoso e irritante, eu não estaria nessa posição agora.
Suspirando, pressionei meu queixo contra a palma da minha mão quando olhava para fora.
- Você está bem? - Andrew perguntou enquanto tirava a atenção da estrada e me olhava.
Lambi meus lábios, engolindo lentamente minha saliva.
- Sim, um pouco cansada, eu acho.
Ele assentiu com a cabeça em compreensão.
- Isso é compreensível. Qualquer garota estaria cansada depois de uma briga intensa como a que eu presenciei no estacionamento.
Meu corpo ficou rígido com a menção de Justin e da nossa “briga”.
Eu nunca o vi tão furioso antes e o jeito que ele me empurrou contra o carro me assustou bastante.
Quero dizer, eu o vi com raiva antes, mas não naquele nível…
- Desculpe, não quis te deixar nervosa. - ele sorriu de leve.
Eu balancei minha cabeça.
- Está tudo bem. - acenei minha mão em desdém. - Eu sou apenas grata por você estar lá para me tirar de lá. Eu não quero nem pensar em como isso teria acabado se você não tivesse vindo ao meu encontro. - ri em brincadeira.
Ele sorriu.
"Uau, flertando com um estranho agora, Kels? Você se superou dessa vez.” - falou voz do fundo da minha mente.
Corando, eu mordi minha bochecha, desviando o olhar.
Não vou mentir, ele é bonitinho.
"Mas ele não é Justin." a voz do fundo da minha mente falou mais uma vez.
Me repreendi mentalmente antes de descansar para trás contra o assento de couro confortável que estava sentada.
- Para onde, linda?
- Uhm, - eu deveria arriscar dizer a um estranho o meu endereço real? Mordi meu lábio. - 102 Anderson Lane. - Forcei um pequeno sorriso.
Isso era perto o suficiente da minha casa. Eu só tinha que andar um quarteirão, mas isso está bom para mim.
- Certo. - Ele desviou o carro e fez o retorno para entrar em outra rua.
Eu só quero ir para casa, tomar um banho e tirar um longo, longo cochilo.
POV JUSTIN
- Por que diabos você quer que a gente reúna os equipamentos? Pensei que estávamos indo lidar com Luke às quatro? Por que não está na escola? - Bruce perguntou irritantemente assim que entrei dentro de casa.
- Luke tem que esperar agora. Temos coisas mais importantes para tratar e pra escola eu não dou a mínima.
- Você não pode não se importar com a escola. Quando isso cortou isso das suas prioridades? - ele me olhou incrédulo.
- Você realmente está me questionando sobre a escola? - perguntei, cada vez mais frustado. - Eu não dou a mínima para isso. Tudo o que me importa é encontrar a Kelsey e me certificar que ela não vá morrer hoje!
Todo mundo ficou quieto quando Bruce deu uma risadinha.
- Você fez todo esse escândalo por uma garota? A garota que eu especificamente lhe disse para ficar longe?
- Ela não é apenas uma garota e eu não posso ignorá-la quando frequento a mesma escola que ela, idiota. - cuspi com veneno em minhas palavras.
- Você está cavando um buraco enorme, Bieber. - Bruce falou amargamente, sacudindo a cabeça. - Você realmente quer que aconteça o que aconteceu com Jen de novo?
- Não,- eu fervia enquanto respirava pesadamente.- mencione o nome dessa vadia novamente, entendeu?
Bruce respirou profundamente e inclinou a cabeça para trás, apertando a ponta de seu nariz.
- Eu sinto como se eu estivesse em algum tipo de novela de merda.
- Você é o único que faz essa merda parecer tão dramática. -argumentei, revirando meus olhos.
- Cale a boca. - ele murmurou. - Eu não posso tê-la por aí ficando no caminho do nosso negócio, Bieber. É muito arriscado e neste ponto, nós iremos ser pegos porque agora temos duas vadias correndo por aí sabendo o que nós fazemos.
- Jen não irá abrir a boca e Kelsey… eu já expliquei a ela a situação. - lambi meus lábios. - Escuta, eu preciso encontrá-la, você me entende? -cuspi. - Eu não posso discutir com você agora. Ela está em um carro com algum estranho que eu não tenho ideia quem é e eu preciso encontrá-la. Você vai me ajudar ou não?
Bruce olhou para mim e pareceu que se passaram anos antes dele suavizar seu rosto.
- Você realmente se importa com ela, não é? - Ele olhou para mim solenemente.
Senti meu pescoço ficar quente assim que as palavras chegaram em meu cérebro. Sem sequer um segundo pensamento, eu balancei minha cabeça.
- Sim, eu me importo. - murmurei.
- Então vamos. Ela deve estar em algum lugar perto. Há quanto tempo ela foi embora? - Ele começou a caminhar até onde as coisas que nós precisávamos para rastrear Kelsey estavam.
- Eu não sei. - admiti timidamente. Colocando meus dedos entre meu cabelo, olhei para John. - Quando é que eu liguei para você?
Ele tirou seu celular para fora.
- Há mais ou menos meia hora atrás?
- Aqui está sua resposta.
POV KELSEY
Nós estivemos dirigindo por aí, parecia terem passado anos. Não deveria demorar tanto tempo para chegar onde eu falei para ele me levar.
- Você está perdido ou algo assim? - olhei para ele.
- Não, por quê?
- Porque parece que você esteve dirigindo para sempre e minha casa não é assim tão longe da lanchonete. - mordi meu lábio.
- É porque você está cansada. - explicou. - Parece mais tempo, mas foram apenas alguns minutos.
Balancei minha cabeça lentamente, não querendo o interrogar ainda mais.
Tenho sorte por ele estar me levando para casa.
Depois do que pareceram longos, cansativos e desgastantes 5 minutos, eu senti o carro parar.
- Aqui estamos. - Ele se virou para olhar para mim, com um sorriso nos lábios.
Balancei a cabeça.
- Obrigada, por tudo. - sorri. - Eu realmente aprecio isso.
- A qualquer hora. Espero ver você por aí de novo em breve.
- É, eu também. - Peguei na alça e empurrei a porta para a mesma abrisse, e eu sair do carro.
Assim que olhei para cima, senti meu estômago revirar e meu coração bater depressa.
- Espere.- me virei. - Essa não é a Anderson Lane.
- Oh, não é? - ele riu. - Eu devo ter me confundido. - O barulho do carro parou. - Você deve saber o que as pessoas dizem, não fale com estranhos.
- Mas o que-
- Hey, baby.
Me virando, meus olhos se arregalaram antes de eu sentir algo tapando minha boca e um par de braços fortes me envolvendo. Comecei a gritar, chutando com os pés. As lágrimas cobriram meus olhos enquanto eu tentava lutar com as mãos sobre minha boca.
Mas antes que eu pudesse lutar por mais um segundo, senti uma sonolência tomar conta de mim e em apenas alguns segundos, meu corpo caiu mole sobre os braços do cara e tudo ao meu redor ficou preto.
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