domingo, 26 de janeiro de 2014
Danger capitulo 10
Finalmente, depois do que me pareceram horas, o carro parou quando entrou no estacionamento. Olhando pela janela, as palavras brilhantes “Perry’s Palace” irradiaram com a luz do sol.
Soltando o cinto de segurança, eu me virei para olhar para Justin. Uni minhas sobrancelhas em confusão.
- Nós vamos sair ou…?
Sentindo meus olhos nele, ele se virou para mim.
- O que? – Ele cuspiu. E eu que achava que ele não estava bipolar hoje…
Lutei contra a vontade de revirar os olhos.
- Nós vamos sair ou o que? – murmurei. Se eu pudesse bater nele sem ter que sofrer as consequências depois, eu bateria.
- Vamos! – abaixou-se, puxando a chave da ignição antes de colocá-la no bolso e abriu a porta, com um cigarro pendendo entre seus lábios.
Suspirando, eu abri a porta, saindo antes de fechá-la com mais força do que gostaria.
- Cuidado. – ele rosnou. – Esse carro custa mais do que tudo o que você tem junto – eu ergui uma sobrancelha.
- Bom saber – murmurei sarcasticamente, enfiando as mãos no bolso do suéter que usava.
Ele me dirigiu um olhar de relance.
- Cuidado com a sua atitude.– avisou, com um dedo apontado para mim.
Agora eu revirei os olhos.
- Tanto faz. – desviei os olhos.
Ele tragou uma última vez, jogando o cigarro no chão antes de apagá-lo com a sola do sapato. Indicando o restaurante com a cabeça, ele começou a andar esperando que eu o seguisse. E eu o fiz, para o meu desgosto.
Assim que adentramos, começamos a caminhar em direção aos fundos do restaurante quando seu corpo colidiu com algo, fazendo com que eu me chocasse contra suas costas. Gemi, acariciando minha testa.
- O que diabos…? – comecei a amaldiçoar quando parei no meio, me dando conta do outro cara parado ali.
Ele era alto, quase um centímetro mais alto que Justin, se não a mesma altura. Tinha um cabelo castanho escuro e eletrizantes olhos verdes. Olhos que poderiam te hipnotizar só com um olhar de relance. Era do tipo musculoso e tinha uma bunda pela qual muitas mulheres matariam.
É embaraçoso admitir, mas a dele era bem melhor que a minha. Injusto.
Puxei os lábios, olhando para os dois e rapidamente senti a tensão.
- Danger. – O cara zombou com um sorriso. – Engraçado encontrar você aqui, não?
- Agora não. – Justin falou com seus dentes cerrados, sua voz baixa e morta e por um momento, eu podia jurar que vi morte em seus olhos.
Os pelos dos meus braços se arrepiaram imediatamente.
- Quando vai ser, parceiro? Quando tiver seus capangas na sua cola? – ele endireitou a postura, seu corpo ainda mais perto do de Justin, tentando parecer intimidador.
Teria se Justin não tivesse dado um passo a frente, acabando com qualquer espaço entre eles, seus olhos se estreitando e as veias em seu pescoço saltando. Justin fingiu uma risada.
- Eu e você sabemos que posso transformar você em pó com minhas próprias mãos. – abaixou a voz para um sussurro.
Após uma troca de sentenças de morte, o cara saiu andando e Justin me pegou pelo cotovelo, caminhando em direção a uma mesa para nós.
Saindo do seu alcance, eu sentei na cadeira de frente para ele. Uma vez que ele estava sentado, pude ver a tensão em seu maxilar e o branco em seus dedos.
- Quem era aquele? – sussurrei, sem querer estressá-lo. A última coisa que eu queria era deixá-lo com ainda mais raiva.
- Apenas um cara com quem fiz negócios. – meramente respondeu, sem entrar em detalhes.
Mordi meu lábio, sem querer prolongar o assunto. Olhei para a garçonete caminhando até nós.
- Olá, posso serví-los alguma coisa? – Ela nos olhou com um sorriso enorme. Eu a olhei com calma, não precisava ver o cardápio, já sabia o que queria.
- Quero palitos de frango e fritas, por favor. – já podia sentir meu estômago queimar em fome.
Justin riu, quase sufocando com sua saliva.
Eu o olhei de relance.
Seu riso rapidamente virou uma risadinha, voltando sua atenção para a garçonete.
- Eu quero um cheeseburger e batatas fritas curvadas. – disse, a dirigindo seu maior sorriso.
Corando, ela se retirou. Eu revirei os olhos.
- Galinha! – murmurei.
- O que foi isso?
- Eu disse que você é um galinha. – o dirigi um sorriso falso – Me ouviu agora?
Ele gargalhou.
- Por que eu sou galinha?
- Você não deveria sair flertando com outras na frente da sua companhia. É muito grossei…
- Whoa, whoa, whoa, shawty! – Justin colocou as mãos na sua frente para me fazer parar de falar. – Quem disse que isso é um encontro? – Ele me olhou, um sorrisinho em seus lábios.
Minhas bochechas imediatamente se aqueceram.
- Bem, você… eu, mas, – Eu gemi – esqueça!
Ele simplesmente riu, sacudindo a cabeça.
Era possível odiar alguém tanto em tão pouco tempo?
Não?
Bom, então esse é um novo recorde, porque eu queria socar a cara dele.
Nós ficamos em silêncio pelo resto do tempo até a garçonete voltar com a nossa comida. Uma vez que ela colocou a comida na mesa, com um copo de água para cada um de nós, foi embora.
“Isso aí, vá embora. Vadia.” murmurei secretamente na minha cabeça.
Pegando uma batata frita, eu a coloquei na boca antes de pegar outra e outra e quando percebi, já tinha quase acabado com elas.
Justin sacudiu a cabeça, um sorriso conhecido em seus lábios. Eu suspirei, largando a batata.
- O que é tão engraçado agora?
Ele riu do quão brava eu estava ficando, o que só me deixou mais brava do que eu já estava.
- Você é tão irritante. – cruzei os braços contra o peito.
- Me desculpa, é só que… eu não acredito que você pediu isso! – Ele riu. –Eu costumava comer essas coisas quando tinha cinco anos! – riu mais um pouco.
Ok, bro. Não é tão engraçado. Eu simplesmente revirei os olhos pela centésima vez hoje.
Ignorá-lo era a minha melhor opção.
Eu ia pegar outra batata quando vi que ele também tinha batatas fritas em seu prato.
- Você é um hipócrita! – apontei para ele.
- O que? – ele me olhou confuso.
- Você também pediu fritas! – apontei para elas.
Ele sacudiu a cabeça.
- Nah, essas são batatas curvadas, muito diferentes de batatas normais.
- O que? Não, não são! Elas podem ser feitas de maneira diferentes, mas ambas são batatas fritas!
Ele balançou a mão em desdém.
- Não para mim.
Eu simplesmente me acalmei antes de enlouquecer com o garoto. A última coisa que eu precisava era ser presa por assassinato.
Mastigando um pedaço de frango, tomei um gole d’água, percebendo que Justin mal havia tocado na sua comida.
- Hey! – Ele olhou para mim – Não vai comer? – franzi as sobrancelhas, comendo outro pedaço de frango.
- Não estou com fome. – respondeu monotonamente.
Homens e sua falta de palavras: uma das coisas mais irritantes.
- Então por que pediu? – Ele lambeu os lábios.
- Porque achei que estava com fome. Escuta, você já terminou? – Ele apontou para o meu prato.
Olhei lentamente dele para seu dedo, então para meu prato, olhando para ele novamente.
- Eu…
- Ótimo! – Ele me cortou, ficando de pé e pegando sua carteira. Colocou algumas notas embaixo do meu copo, antes de pegar no meu pulso, me erguendo da cadeira.
- Qual é a pressa, cara? – o olhei em descrença, mas ele nem me olhou, saindo do restaurante, em direção ao seu carro. – Terra para Justin!
Ele virou a cabeça para me olhar.
- O que?!
- Eu não tinha terminado! – reclamei como uma criança de cinco anos. Eu sei, é vergonhoso, mas quem poderia me culpar? Eu não tinha comido nada desde a festa!
- E daí? Eu te compro alguma coisa no caminho de volta. – Ele entrou no carro depois de soltar meu pulso.
Caminhando para o lado do passageiro e apertando aquele bendito botão, eu fechei a porta depois de entrar.
- No caminho de volta para onde?
- Sente aí e coloque o cinto. Não tenho tempo para suas perguntas irritantes. – Ele murmurou enquanto dava a partida, tirando o carro da vaga.
Eu fiz o que me foi dito, encostando contra o acento de couro. Estava louca para perguntar o que ele quis dizer com aquilo e o que ele estava fazendo, mas eu sabia que aquilo não me levaria a lugar algum, então eu fiquei de boca calada - pela primeira vez na vida.
Depois de alguns minutos, curvas e voltas pelos bairros, Justin finalmente parou o carro.
Franzindo as sobrancelhas, eu olhei pela janela para ver que ele havia parado na frente de um velho armazém abandonado.
Eu não sabia se eu deveria:
a) Ficar com medo;
b) Correr assim que tivesse a chance;
ou c) Esperar para ver o que ele estava tramando
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