Eu acabei de praticamente fazer sexo com Justin Bieber?
Acho que fiz e eu não sei o que fazer comigo mesma.
Talvez eu deveria fazer o que Blair Waldorf fez em Gossip Girl, quando ela perdeu a virgindade com Chuck - visitar um padre da igreja local e confessar todos os meus pecados.
Mas pensando sobre isso, não iria funcionar porque meus pais conhecem todos na igreja e facilmente descobririam o que aconteceu entre Justin e eu, logo eu estaria ferrada. Esqueça sobre Kelsey Jones sendo castigada, eu seria isolada do mundo e trancafiada como um animal se descobrissem.
Talvez eu poderia contar a Carly.
Ha, certo. Ela provavelmente mijaria sua calça e teria um ataque cardíaco e, a última coisa que eu preciso é ter levá-la para o hospital e precisar explicar porque ela desmaiou.
Acho que a coisa mais segura a se fazer é manter minha boca fechada e tentar lidar com isso o mais calmamente possível.
Talvez, se eu tomasse um banho de água benta, tudo fosse embora.
…Eu assisto TV demais,
O suave ruído dos pneus rodando sobre as pedras no caminho me trouxe de volta à realidade quando me sentei no carro de Justin com as pernas juntas e as mãos sobre as coxas.
Justin manteve seus olhos na estrada, se concentrando enquanto assobiava em seu próprio ritmo.
Como pode o filho da puta estar tão calmo com isso tudo?
Aqui estava eu praticamente tendo um colapso mental enquanto ele agia como se nada tivesse acontecido entre nós.
Homens. Eu zombei. Nunca vou entendê-los. Mesmo se eu quisesse.
- O que há de errado com você? - A voz de Justin me tirou de minha linha de pensamentos assim que virei minha cabeça para olhar para ele.
Sério que ele está me perguntando isso agora? Como ele poderia ser tão idiota?
- Nada. - murmurei.
Justin riu sem graça.
- Obviamente há algo de errado então porque não vai direto ao ponto? - ele tirou os olhos da estrada para me olhar, seu olhar me fez sentir desconfortável no banco me lembrando da primeira vez que sentei aqui.
- Só pensando sobre coisas, eu acho. - dei de ombros, olhando na janela novamente. Eu sei que estava sendo vaga, mas eu realmente não sinto a necessidade de mencionar o problema atual que estava me comendo por dentro. Sinto que se o fizesse, as coisas ficariam muito estranhas entre nós, e a última coisa que eu precisava era ele ficar mudo.
Então, novamente, cheguei a pensar sobre isso, e pensei que não seria uma coisa tão ruim assim…
- Tipo o quê? - ele olhou para a estrada novamente. Colocando seu joelho esquerdo sobre o volante, o utilizando para dirigir enquanto cavava em seu bolso da jaqueta de couro, tirando um cigarro e um isqueiro. Acendendo o cigarro, ele o deixou entre os lábios, antes de colocar seu joelho para baixo e o substituir pela mão.
Dando uma tragada, ele abriu um pouco a janela para deixar a fumaça sair e o ar fresco entrar.
- Eu não sei… - murmurei. - Só…coisas, eu acho. - dei de ombros.
Justin arqueou uma sobrancelha, olhando para mim por uma fração de segundo antes de se virar.
- Você acha? - Ele balançou a cabeça. - Obviamente, você deve saber o que está pensando. - Ele deu outra tragada no cigarro, prendendo a fumaça dentro de si antes de a soltar em um perfeito anel.
Eu mordi meu lábio inferior e assim que fiz isso, deixei escapar um gemido frustrado, lembrando que foi assim que nós acabamos fazendo o que fizemos no armazém.
- Sério, Kelsey? - Justin desviou o carro e parou abruptamente. - O que há de errado com você? - Ele se virou completamente, enquanto olhava para a lateral do meu rosto, como se estivesse queimando-o com os olhos.
POV JUSTIN
Essa garota vai ser a porra da minha morte.
Ela é confusa pra caralho.
Um segundo ela está me insultando, mas no próximo segundo ela está bem humorada, e depois ela fica calma e tímida, e em seguida ela fica toda incomodada e chateada, e antes que nós soubéssemos nós estávamos praticamente transando.
É isso que as garotas fazem agora? É uma parte de seu modo de vida? Porque se assim for, eu não quero fazer parte disso.
Depois do que aconteceu no armazém - que admito que foi a coisa mais gostosa… considerando que eu não sabia que ela tinha isso nela.
Quero dizer, eu sabia que ela era gostosa e beijava bem pra caralho, mas eu não pensava que nós realmente iríamos tão longe como fomos.
Bem, não até ela me querer.
Desta vez, eu não fui o único a dar ordens. Ela também as deu.
Normalmente coisas como essa me incomodam (ou qualquer indivíduo em geral), mas nessa situação em particular, eu achei que era tão sexy quanto foda.
Especialmente quando Kelsey não é como as outras garotas.
De qualquer forma, ela está quieta desde tudo isso, e tudo que ela não é, é quiete. Mesmo quando eu a levei da festa, ela não calava a boca.
Estava olhando para ela da cabeça aos pés. Seu cabelo estava despenteado e sua camisa estava amassada mas fora isso ela estava…bem.
Quando eu estava a olhando, notei que ela ficou meio que dividida, mas eu não prestei muita atenção a isso, até que ela fez uma espécie de som que saiu com um tom zombador.
Perguntei-a o que havia de errado e ela acabou me dizendo que não era nada e que estava apenas pensando sobre as coisas.
Normalmente eu não dou a mínima para o que as meninas pensam desde que eu consiga o que eu queria no final - que seria uma transa rápida, possivelmente mais de uma - mas havia algo sobre ela que sempre me deixava curioso.
Eu não aguentava mais. Ela estava me levando à loucura.
- Sério, Kelsey? - Eu desviei o carro abruptamente. - O que há de errado com você? - Me virei completamente, olhando para a lateral de seu rosto, esperando até ela olhar para mim também.
- Nada. - Ela encolheu os ombros.
Zombei.
- Sério? Nós vamos fazer isso de novo?- lutei contra a vontade de revirar os olhos.
- Fazer o quê? - Ela perguntou bruscamente, voltando seu olhar à mim agora.
- Isso!- levantei a minha voz um pouco. - Tentar deixar para lá o que está te incomodando. Eu odeio isso. - fervi através de uma respiração descompassada.
- Por que você não pode simplesmente deixar isso para lá? - Ela sibilou entre dentes.
- Eu não posso.
- Por que não? - Ela me olhou incrédula.
- Porque eu sei que alguma coisa está te incomodando e você está sendo uma vadia teimosa e não vai me falar o que está errado.
- Então nós vamos voltar a fazer isso de novo? - Ela me imitou com os olhos apertados.
- Voltar a fazer o quê? - zombei.
- Chamar um ao outro de nomes inapropriados.- Ela cruzou os braços contra o peito.
- Talvez se você agir como uma garota normal uma vez, eu não teria a necessidade de te chamar desses nomes. - enfatizei a palavra “nomes” enquanto respirava profundamente.
Ela estava me irritando por nada.
Ela balançou a cabeça.
- Você sabe o que mais? - Ela falou.
- O quê?
- Eu não tenho tempo para isto. - Desafivelando o cinto de segurança, ela tirou aquilo da sua volta antes de abrir a porta do carro.
- O que você está fazendo?
- Ficando longe de você. - Ela saiu do carro antes de bater a porta.
Vadia.
Gemendo, eu puxei as chaves da ignição antes de abrir a porta e a bati como ela fez há segundos atrás.
- Onde você pensa que está indo?
- A qualquer lugar, desde que seja longe de você. - Ela falou de volta, enquanto marchava seu caminho pela rua.
Eu a segui bem de perto.
- O que há de errado com você? - perguntei.
Ela parou de andar.
- Comigo? - Ela se virou, seu cabelo bateu contra seu rosto.
- Sim, com você. - assobiei.
Ela fingiu uma risada.
- A questão aqui, amigo, é o que há de errado com você?
Eu ri.
- Eu estou perfeitamente bem, babe. Nunca estive melhor.
- UGH! - Ela bateu o pé no chão. - Você pode por um momento parar de levar tudo como uma brincadeira?
- Quem disse que estou levando isso como brincadeira? Você está sendo a maior vadia no planeta, eu estou apenas tentando aliviar o clima, ao invés de te deixar afundar tudo.
- Você é inacreditável, sabia disso?- Ela gritou frustrada.
Eu sorri.
- Eu sei, já me falaram. - Pisquei sensualmente para ela.
Ela fez uma careta.
- Você me enoja, Bieber.
- Oh, sério? então por que você me secou daquele jeito enquanto eu voltava do armazém, babe? - sorri maliciosamente.
Eu tinha que admitir, irritá-la foi o destaque do meu dia.
Seu peito oscilava para cima e para baixo, a raiva irradiando em sua pele e queimando combustível para o ar (não literalmente, mas você sabe o que quero dizer).
- Não me chame assim.
- Por que não?
- Porque eu não sou sua “babe" nem nunca vou ser. - Ela cuspiu, seus olhos me olharam com força.
Isso me fez perder minha calma.
- Ha, isso é engraçado considerando o fato de que a gente quase fodeu lá no armazém.
- Você pode parar de falar sobre isso? - Ela gritou.
- Porquê? Não consegue aceitar a verdade? - levantei minhas sobrancelhas para ela.
- Que verdade? - Ela olhou para mim como se eu tivesse cinco cabeças.
- Sobre o que nós fizemos. - Eu disse com naturalidade.
- Da última vez que chequei, nós não fizemos nada. - Ela assobiou.
- Oh? Então você se liberando para mim não foi nada? - olhei para ela. Ela não tinha o que dizer, permanecendo calada. - Exatamente. Agora porque não pulamos esta fase e voltamos para o carro? Estou morrendo de fome.
- Bem, isso é péssimo, não é? Porque eu não vou a lugar nenhum com você.
- O que você quer dizer com você não vai a nenhum lugar comigo? Onde mais você poderia ir? - levantei minhas mãos no ar.
- Para algum lugar onde você não esteja.- Ela me olhou antes de se virar e começar a ir embora.
Eu observei ela fazendo seu caminho para a floresta. Gemi interiormente. Ela iria se matar desse jeito.
Suspirei antes de dar um passo à frente.
- Espere!
- O quê?! - Ela gritou, sua cara estava vermelha de toda a raiva que se formou dentro dela.
- Não vá.- murmurei.
Ela franziu as sobrancelhas em confusão.
- O quê?
- Eu disse “não vá”.
O rosto dela caiu.
- Por que não?
Eu tranquei mordi meu lábio inferior com força, coçando a parte de trás do meu pescoço.
- Eu não sei…- murmurei, olhando para o lado.
- Tá vendo? É isso que eu quero dizer - Ela jogou suas mãos no ar assim como fiz antes.
Eu apenas olhei para ela, pensando o que ela iria fazer agora.
- Você age como uma porra de um idiota em um segundo e depois você é tão… legal. - Ela balançou a cabeça. - Eu não te entendo.
- O que há para entender de qualquer maneira?
- Muita coisa.
Deixei escapar um suspiro profundo.
- Só volta e assim nós podemos ir buscar algo para comer. Ok?
- Não.- Ela respondeu quase imediatamente.
É isso aí, eu já aguentei o suficiente.
- Legal. Você quer ficar aqui? Vá em frente. Eu não vou te parar. Pela primeira vez, eu estava tentando fazer uma coisa nobre e te salvar de novo mas se você quer falar sozinha na floresta e ser morta então faça isso. - Comecei a andar para trás. - Eu estou cansado de tentar.- Me virando, eu comecei a fazer meu caminho até meu carro quando escutei um murmúrio atrás de mim.
Depois de alguns segundos, o silêncio terminou e a voz de Kelsey falou mais uma vez
- O que você quer de mim?
Eu derrapei até parar, mas decidido a não me virar para encará-la, eu esperei ela elaborar.
- O que é que você quer, Justin? - o desespero era perceptível entre suas palavras.
Eu me virei para ela.
- Sobre o que você está falando?
- Você sabe muito bem do que eu estou falando.- Ela começou a andar até mim. - Em um segundo, você me quer matar, no próximo você me salva, depois nós temos uma briga, você me insulta, depois você age como se nada tivesse acontecido, você se desculpa e o ciclo se repete e agora você quer que eu vá com você depois do que aconteceu? - Ela balançou a cabeça. - Eu simplesmente não entendo. Parece que há algo que não está certo com você. O que você quer de mim? O que vai fazer você feliz? Huh? - Ela estava na minha frente. - Você quer que eu vá embora? É o que você quer? Você quer que eu deixe você sozinho?
Eu olhei para ela com os olhos arregalados, pensando em tudo o que me disse. Eu senti meu estômago se revirar dolorosamente enquanto eu olhava no fundo de seus olhos.
- Não.- murmurei.
- Então o que você quer? - Ela perguntou. - Você quer que eu fique?
Eu lambi meus lábios, não tirando meus olhos dos dela. Depois de alguns segundos, eu balancei minha cabeça
- Não.
Ela fez uma careta.
- Então o que é?
Apesar da atração em minhas entranhas, eu não poderia evitar. Minha cabeça estava me falando uma coisa para eu não fazer. Para deixar ela ir e esquecer o que aconteceu entre nós - mas meu (isso pode parecer brega) coração estava me dizendo para eu ficar por aqui e encarar.
- Você quer saber o que eu quero?- Falei em voz alta. Finalmente deixando meu orgulho de lado assim que eu deixei a verdade se afundar dentro de mim.
Ela ficou quieta enquanto seus olhos procuravam os meus.
Coloquei meu braço em volta de sua cintura.
- Eu quero você.- murmurei antes de colidir meus lábios contra os dela.
No início, ela lutou contra isso mas em questão de segundos, ela cedeu, envolvendo os braços em volta do meu pescoço enquanto me puxava para mais perto. As coisas ficaram um pouco quentes enquanto o tempo passava. Minha língua lutando contra a dela pela dominância até que eu me afastei, nossos peitos subindo e descendo rapidamente, nossa respiração irregular.
Pressionando minha testa contra a dela, eu lambi seus lábios, saboreando seu gosto. Olhando em seus olhos por o que pareceu uma eternidade, eu percebi que a dor no meu estômago diminuiu e meu corpo ficou à vontade. Eu não pude deixar de rir.
- O que é tão engraçado? - Ela olhou para mim, suas mãos estavam sobre meus ombros.
Eu balancei minha cabeça, olhando para o céu antes de olhar para seus olhos de novo.
- John estava certo.
Ela franziu as sobrancelhas.
- John?
- Sim, John. Um dos meus caras.
Ela assentiu com a cabeça em compreensão.
- O que ele disse? - Ela olhou para mim curiosa.
Eu sorri.
- Que eu gosto de você.
Seus olhos se arregalaram um pouco, seus dentes mordendo seu lábio inferior.
- E? - Ela olhou para mim com um olhar esperançoso.
Eu sorri.
- Ele estava certo
Acho que fiz e eu não sei o que fazer comigo mesma.
Talvez eu deveria fazer o que Blair Waldorf fez em Gossip Girl, quando ela perdeu a virgindade com Chuck - visitar um padre da igreja local e confessar todos os meus pecados.
Mas pensando sobre isso, não iria funcionar porque meus pais conhecem todos na igreja e facilmente descobririam o que aconteceu entre Justin e eu, logo eu estaria ferrada. Esqueça sobre Kelsey Jones sendo castigada, eu seria isolada do mundo e trancafiada como um animal se descobrissem.
Talvez eu poderia contar a Carly.
Ha, certo. Ela provavelmente mijaria sua calça e teria um ataque cardíaco e, a última coisa que eu preciso é ter levá-la para o hospital e precisar explicar porque ela desmaiou.
Acho que a coisa mais segura a se fazer é manter minha boca fechada e tentar lidar com isso o mais calmamente possível.
Talvez, se eu tomasse um banho de água benta, tudo fosse embora.
…Eu assisto TV demais,
O suave ruído dos pneus rodando sobre as pedras no caminho me trouxe de volta à realidade quando me sentei no carro de Justin com as pernas juntas e as mãos sobre as coxas.
Justin manteve seus olhos na estrada, se concentrando enquanto assobiava em seu próprio ritmo.
Como pode o filho da puta estar tão calmo com isso tudo?
Aqui estava eu praticamente tendo um colapso mental enquanto ele agia como se nada tivesse acontecido entre nós.
Homens. Eu zombei. Nunca vou entendê-los. Mesmo se eu quisesse.
- O que há de errado com você? - A voz de Justin me tirou de minha linha de pensamentos assim que virei minha cabeça para olhar para ele.
Sério que ele está me perguntando isso agora? Como ele poderia ser tão idiota?
- Nada. - murmurei.
Justin riu sem graça.
- Obviamente há algo de errado então porque não vai direto ao ponto? - ele tirou os olhos da estrada para me olhar, seu olhar me fez sentir desconfortável no banco me lembrando da primeira vez que sentei aqui.
- Só pensando sobre coisas, eu acho. - dei de ombros, olhando na janela novamente. Eu sei que estava sendo vaga, mas eu realmente não sinto a necessidade de mencionar o problema atual que estava me comendo por dentro. Sinto que se o fizesse, as coisas ficariam muito estranhas entre nós, e a última coisa que eu precisava era ele ficar mudo.
Então, novamente, cheguei a pensar sobre isso, e pensei que não seria uma coisa tão ruim assim…
- Tipo o quê? - ele olhou para a estrada novamente. Colocando seu joelho esquerdo sobre o volante, o utilizando para dirigir enquanto cavava em seu bolso da jaqueta de couro, tirando um cigarro e um isqueiro. Acendendo o cigarro, ele o deixou entre os lábios, antes de colocar seu joelho para baixo e o substituir pela mão.
Dando uma tragada, ele abriu um pouco a janela para deixar a fumaça sair e o ar fresco entrar.
- Eu não sei… - murmurei. - Só…coisas, eu acho. - dei de ombros.
Justin arqueou uma sobrancelha, olhando para mim por uma fração de segundo antes de se virar.
- Você acha? - Ele balançou a cabeça. - Obviamente, você deve saber o que está pensando. - Ele deu outra tragada no cigarro, prendendo a fumaça dentro de si antes de a soltar em um perfeito anel.
Eu mordi meu lábio inferior e assim que fiz isso, deixei escapar um gemido frustrado, lembrando que foi assim que nós acabamos fazendo o que fizemos no armazém.
- Sério, Kelsey? - Justin desviou o carro e parou abruptamente. - O que há de errado com você? - Ele se virou completamente, enquanto olhava para a lateral do meu rosto, como se estivesse queimando-o com os olhos.
POV JUSTIN
Essa garota vai ser a porra da minha morte.
Ela é confusa pra caralho.
Um segundo ela está me insultando, mas no próximo segundo ela está bem humorada, e depois ela fica calma e tímida, e em seguida ela fica toda incomodada e chateada, e antes que nós soubéssemos nós estávamos praticamente transando.
É isso que as garotas fazem agora? É uma parte de seu modo de vida? Porque se assim for, eu não quero fazer parte disso.
Depois do que aconteceu no armazém - que admito que foi a coisa mais gostosa… considerando que eu não sabia que ela tinha isso nela.
Quero dizer, eu sabia que ela era gostosa e beijava bem pra caralho, mas eu não pensava que nós realmente iríamos tão longe como fomos.
Bem, não até ela me querer.
Desta vez, eu não fui o único a dar ordens. Ela também as deu.
Normalmente coisas como essa me incomodam (ou qualquer indivíduo em geral), mas nessa situação em particular, eu achei que era tão sexy quanto foda.
Especialmente quando Kelsey não é como as outras garotas.
De qualquer forma, ela está quieta desde tudo isso, e tudo que ela não é, é quiete. Mesmo quando eu a levei da festa, ela não calava a boca.
Estava olhando para ela da cabeça aos pés. Seu cabelo estava despenteado e sua camisa estava amassada mas fora isso ela estava…bem.
Quando eu estava a olhando, notei que ela ficou meio que dividida, mas eu não prestei muita atenção a isso, até que ela fez uma espécie de som que saiu com um tom zombador.
Perguntei-a o que havia de errado e ela acabou me dizendo que não era nada e que estava apenas pensando sobre as coisas.
Normalmente eu não dou a mínima para o que as meninas pensam desde que eu consiga o que eu queria no final - que seria uma transa rápida, possivelmente mais de uma - mas havia algo sobre ela que sempre me deixava curioso.
Eu não aguentava mais. Ela estava me levando à loucura.
- Sério, Kelsey? - Eu desviei o carro abruptamente. - O que há de errado com você? - Me virei completamente, olhando para a lateral de seu rosto, esperando até ela olhar para mim também.
- Nada. - Ela encolheu os ombros.
Zombei.
- Sério? Nós vamos fazer isso de novo?- lutei contra a vontade de revirar os olhos.
- Fazer o quê? - Ela perguntou bruscamente, voltando seu olhar à mim agora.
- Isso!- levantei a minha voz um pouco. - Tentar deixar para lá o que está te incomodando. Eu odeio isso. - fervi através de uma respiração descompassada.
- Por que você não pode simplesmente deixar isso para lá? - Ela sibilou entre dentes.
- Eu não posso.
- Por que não? - Ela me olhou incrédula.
- Porque eu sei que alguma coisa está te incomodando e você está sendo uma vadia teimosa e não vai me falar o que está errado.
- Então nós vamos voltar a fazer isso de novo? - Ela me imitou com os olhos apertados.
- Voltar a fazer o quê? - zombei.
- Chamar um ao outro de nomes inapropriados.- Ela cruzou os braços contra o peito.
- Talvez se você agir como uma garota normal uma vez, eu não teria a necessidade de te chamar desses nomes. - enfatizei a palavra “nomes” enquanto respirava profundamente.
Ela estava me irritando por nada.
Ela balançou a cabeça.
- Você sabe o que mais? - Ela falou.
- O quê?
- Eu não tenho tempo para isto. - Desafivelando o cinto de segurança, ela tirou aquilo da sua volta antes de abrir a porta do carro.
- O que você está fazendo?
- Ficando longe de você. - Ela saiu do carro antes de bater a porta.
Vadia.
Gemendo, eu puxei as chaves da ignição antes de abrir a porta e a bati como ela fez há segundos atrás.
- Onde você pensa que está indo?
- A qualquer lugar, desde que seja longe de você. - Ela falou de volta, enquanto marchava seu caminho pela rua.
Eu a segui bem de perto.
- O que há de errado com você? - perguntei.
Ela parou de andar.
- Comigo? - Ela se virou, seu cabelo bateu contra seu rosto.
- Sim, com você. - assobiei.
Ela fingiu uma risada.
- A questão aqui, amigo, é o que há de errado com você?
Eu ri.
- Eu estou perfeitamente bem, babe. Nunca estive melhor.
- UGH! - Ela bateu o pé no chão. - Você pode por um momento parar de levar tudo como uma brincadeira?
- Quem disse que estou levando isso como brincadeira? Você está sendo a maior vadia no planeta, eu estou apenas tentando aliviar o clima, ao invés de te deixar afundar tudo.
- Você é inacreditável, sabia disso?- Ela gritou frustrada.
Eu sorri.
- Eu sei, já me falaram. - Pisquei sensualmente para ela.
Ela fez uma careta.
- Você me enoja, Bieber.
- Oh, sério? então por que você me secou daquele jeito enquanto eu voltava do armazém, babe? - sorri maliciosamente.
Eu tinha que admitir, irritá-la foi o destaque do meu dia.
Seu peito oscilava para cima e para baixo, a raiva irradiando em sua pele e queimando combustível para o ar (não literalmente, mas você sabe o que quero dizer).
- Não me chame assim.
- Por que não?
- Porque eu não sou sua “babe" nem nunca vou ser. - Ela cuspiu, seus olhos me olharam com força.
Isso me fez perder minha calma.
- Ha, isso é engraçado considerando o fato de que a gente quase fodeu lá no armazém.
- Você pode parar de falar sobre isso? - Ela gritou.
- Porquê? Não consegue aceitar a verdade? - levantei minhas sobrancelhas para ela.
- Que verdade? - Ela olhou para mim como se eu tivesse cinco cabeças.
- Sobre o que nós fizemos. - Eu disse com naturalidade.
- Da última vez que chequei, nós não fizemos nada. - Ela assobiou.
- Oh? Então você se liberando para mim não foi nada? - olhei para ela. Ela não tinha o que dizer, permanecendo calada. - Exatamente. Agora porque não pulamos esta fase e voltamos para o carro? Estou morrendo de fome.
- Bem, isso é péssimo, não é? Porque eu não vou a lugar nenhum com você.
- O que você quer dizer com você não vai a nenhum lugar comigo? Onde mais você poderia ir? - levantei minhas mãos no ar.
- Para algum lugar onde você não esteja.- Ela me olhou antes de se virar e começar a ir embora.
Eu observei ela fazendo seu caminho para a floresta. Gemi interiormente. Ela iria se matar desse jeito.
Suspirei antes de dar um passo à frente.
- Espere!
- O quê?! - Ela gritou, sua cara estava vermelha de toda a raiva que se formou dentro dela.
- Não vá.- murmurei.
Ela franziu as sobrancelhas em confusão.
- O quê?
- Eu disse “não vá”.
O rosto dela caiu.
- Por que não?
Eu tranquei mordi meu lábio inferior com força, coçando a parte de trás do meu pescoço.
- Eu não sei…- murmurei, olhando para o lado.
- Tá vendo? É isso que eu quero dizer - Ela jogou suas mãos no ar assim como fiz antes.
Eu apenas olhei para ela, pensando o que ela iria fazer agora.
- Você age como uma porra de um idiota em um segundo e depois você é tão… legal. - Ela balançou a cabeça. - Eu não te entendo.
- O que há para entender de qualquer maneira?
- Muita coisa.
Deixei escapar um suspiro profundo.
- Só volta e assim nós podemos ir buscar algo para comer. Ok?
- Não.- Ela respondeu quase imediatamente.
É isso aí, eu já aguentei o suficiente.
- Legal. Você quer ficar aqui? Vá em frente. Eu não vou te parar. Pela primeira vez, eu estava tentando fazer uma coisa nobre e te salvar de novo mas se você quer falar sozinha na floresta e ser morta então faça isso. - Comecei a andar para trás. - Eu estou cansado de tentar.- Me virando, eu comecei a fazer meu caminho até meu carro quando escutei um murmúrio atrás de mim.
Depois de alguns segundos, o silêncio terminou e a voz de Kelsey falou mais uma vez
- O que você quer de mim?
Eu derrapei até parar, mas decidido a não me virar para encará-la, eu esperei ela elaborar.
- O que é que você quer, Justin? - o desespero era perceptível entre suas palavras.
Eu me virei para ela.
- Sobre o que você está falando?
- Você sabe muito bem do que eu estou falando.- Ela começou a andar até mim. - Em um segundo, você me quer matar, no próximo você me salva, depois nós temos uma briga, você me insulta, depois você age como se nada tivesse acontecido, você se desculpa e o ciclo se repete e agora você quer que eu vá com você depois do que aconteceu? - Ela balançou a cabeça. - Eu simplesmente não entendo. Parece que há algo que não está certo com você. O que você quer de mim? O que vai fazer você feliz? Huh? - Ela estava na minha frente. - Você quer que eu vá embora? É o que você quer? Você quer que eu deixe você sozinho?
Eu olhei para ela com os olhos arregalados, pensando em tudo o que me disse. Eu senti meu estômago se revirar dolorosamente enquanto eu olhava no fundo de seus olhos.
- Não.- murmurei.
- Então o que você quer? - Ela perguntou. - Você quer que eu fique?
Eu lambi meus lábios, não tirando meus olhos dos dela. Depois de alguns segundos, eu balancei minha cabeça
- Não.
Ela fez uma careta.
- Então o que é?
Apesar da atração em minhas entranhas, eu não poderia evitar. Minha cabeça estava me falando uma coisa para eu não fazer. Para deixar ela ir e esquecer o que aconteceu entre nós - mas meu (isso pode parecer brega) coração estava me dizendo para eu ficar por aqui e encarar.
- Você quer saber o que eu quero?- Falei em voz alta. Finalmente deixando meu orgulho de lado assim que eu deixei a verdade se afundar dentro de mim.
Ela ficou quieta enquanto seus olhos procuravam os meus.
Coloquei meu braço em volta de sua cintura.
- Eu quero você.- murmurei antes de colidir meus lábios contra os dela.
No início, ela lutou contra isso mas em questão de segundos, ela cedeu, envolvendo os braços em volta do meu pescoço enquanto me puxava para mais perto. As coisas ficaram um pouco quentes enquanto o tempo passava. Minha língua lutando contra a dela pela dominância até que eu me afastei, nossos peitos subindo e descendo rapidamente, nossa respiração irregular.
Pressionando minha testa contra a dela, eu lambi seus lábios, saboreando seu gosto. Olhando em seus olhos por o que pareceu uma eternidade, eu percebi que a dor no meu estômago diminuiu e meu corpo ficou à vontade. Eu não pude deixar de rir.
- O que é tão engraçado? - Ela olhou para mim, suas mãos estavam sobre meus ombros.
Eu balancei minha cabeça, olhando para o céu antes de olhar para seus olhos de novo.
- John estava certo.
Ela franziu as sobrancelhas.
- John?
- Sim, John. Um dos meus caras.
Ela assentiu com a cabeça em compreensão.
- O que ele disse? - Ela olhou para mim curiosa.
Eu sorri.
- Que eu gosto de você.
Seus olhos se arregalaram um pouco, seus dentes mordendo seu lábio inferior.
- E? - Ela olhou para mim com um olhar esperançoso.
Eu sorri.
- Ele estava certo

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