POV JUSTIN
- Levanta, Bieber! – ouvi alguém gritar, mas eu estava muito preso aos lençóis da cama e travesseiro para ouvir quem diabos era. Tudo o que eu sabia era que quem quer que fosse, iria levar uma surra porque eu estou cansado pra caralho.
- Vai se foder, cara! – murmurei, claramente sem humor.
Mas quem quer que fosse, não entendeu a mensagem.
- Tudo bem, você me forçou a isso. – ele disse e em breve sua voz desapareceu, me deixando em paz.
A paz, entretanto, acabou cedo demais assim que um balde de água gelada caiu sobre mim.
- Cacete! – eu pulei, limpando a água do meu rosto. Olhei para cima, para ver Bruce. – Que porra é essa, cara? – cuspi.
- Oh, meu Deus! – Kayla gritou, se sentando também, puxando os lençóis para cobrir seu peito. – Que diabos, Bruce? – ela berrou.
Eu juro por Deus que se eu não estivesse tão cansado e irritado, eu teria metido um soco na cara dele. O merda teve sorte que eu estar pelado embaixo desses lençóis e sem humor para brigar.
- Eu disse para você levantar, Bieber, você não me ouviu. – ele deu de ombros, segurando o agora vazio balde em suas mãos.
- Jesus, cara. Eu estou cansado pra caralho! – Eu passei ferozmente os dedos pelo meu cabelo, os passando pelo meu rosto depois. – Eu não dormi nada noite passada.
- De quem é a culpa? – ele perguntou, mas nem me deu tempo de responder antes de recomeçar a falar. – Sua! – apontou para mim. – A culpa não é minha que você decidiu passar o dia todo com aquela garota, seja lá qual seja o nome dela e então vir foder com ela. – ele apontou para Kayla.
- Você ainda está pensando nessa merda? – gemi, apertando minhas têmporas. – Sério cara, não é nada. Esquece.
- Que garota? – Kayla olhou para mim, então para Bruce antes de olhar para mim mais uma vez.
Eu revirei os olhos, amaldiçoando Bruce como se não houvesse amanhã. Eu o dei um olhar que dizia eu-vou-matar-você-por-isso.
Ele deu de ombros.
- Eu falei sério cara, se vista e vá para a escola. Não preciso da sua bunda na detenção. Temos coisas para fazer hoje. – ele me olhou, apontando para mim antes de sair do quarto.
- Do que ele estava falando? – Kayla perguntou no momento em que Bruce saiu.
Eu fiquei de pé, vestindo minha boxer.
- Nada! – peguei minhas roupas, me preparando para sair do quarto.
- Você está mentindo. – ela sibilou com os dentes cerrados.
- E se eu estiver? – cuspi, me virando. – Não é da sua conta! – zombei antes de abrir a porta e sair.
Eu caminhei pelo corredor e até o meu quarto, onde escolhi algumas roupas e uma boxer limpa antes de entrar no banheiro.
Depois de tomar um banho e ter feito todas as mesmas coisas matinais de sempre, saí do quarto e desci as escadas. Pegando minhas chaves no gancho perto da porta, eu saí sem nenhuma palavra, indo até o meu carro.
Quando eu estava dentro, o liguei antes de dirigir até a escola. Quando estava prestes a atravessar o portão da frente, meu celular vibrou no meu bolso. O pegando, eu passei meu dedo pela tela, a desbloqueando.
De: Bruce
Não esqueça. Hoje, após a escola, reunião.
Eu digitei uma resposta rápida o dizendo que estaria lá antes de guardar meu celular de volta no bolso e continuar dirigindo pelo estacionamento da escola.
Quando estacionei o carro na vaga de sempre, tirei as chaves da ignição antes de sair, fechando a porta atrás de mim. O trancando, eu caminhei até a escola, ignorando sussurros e olhares, querendo acabar logo com tudo isso.
Após alguns minutos de caminhada, o sinal tocou e todos começaram a se apressar, sem quererem chegar atrasados. Eu revirei os olhos. Idiotas.
Poucas crianças ficaram para trás, encostadas contra os armários e conversando entre si, querendo se atrasar para a aula de propósito. Eu ri. Imitadores.
Quando estava prestes a dobrar o corredor, eu reconheci o longo cabelo castanho que pertencia à ninguém mais, ninguém menos que Kelsey Jones.
Assisti enquanto ela se despedia de alguma garota antes que elas se separassem. Eu arqueei uma sobrancelha, engolindo tudo aquilo. Quem quer que fosse aquela garota que estava com Kelsey, ela era muito gostosa.
Eu transaria com ela, com certeza.
Percebendo que Kelsey entraria no corredor onde eu estava, sorri e me escondi depois de uma curva, esperando ela passar por mim.
Quando ela estava prestes a virar para o lado oposto ao meu, eu a segurei, a puxando para mim antes de empurrá-la contra a parede.
- Sentiu minha falta? – sorri.
POV KELSEY
- O que está fazendo aqui, Justin? – sibilei, olhando para os dois lados caso alguém estivesse passando. A última coisa que eu precisava era entrar em problemas com o diretor sobre o porquê de eu não estar na aula ainda.
- Você ainda não respondeu a minha pergunta. – o sorriso nos seus lábios aumentou enquanto ele me olhava com aqueles enormes, dourados e misteriosos olhos. Eles são tão hipnotizantes… ele realmente tem que parar com isso.
- Eu deveria ter sentido a sua falta? – parei de olhar ao redor, deixando meus olhos descansarem nos dele por enquanto.
- Ai, babe – Justin colocou uma mão sobre o peito. – Machucou! – ele fingiu um beicinho no seu lábio inferior, trazendo um olhar triste o qual nós dois sabíamos que era uma encenação completa e absoluta.
Eu revirei os olhos.
- É, é tenho certeza que sim.
- O que aconteceu para você estar tão bravinha? – Justin arqueou uma sobrancelha enquanto ele riu meramente .
Eu respirei fundo.
- Estou irritada e dormi pouco noite passada, não graças a você. – cuspi, cruzando os braços contra o peito.
Ele deu de ombros.
- Eu também, mas você não me vê reclamando. – ele zombou antes de se abaixar e colar seus lábios contra o meu ouvido. – Além disso, não aja como se não tivesse gostado. – sua respiração arrepiou a minha pele.
- Gostei do que? – perguntei, mordendo o meu lábio, sentindo seu intenso olhar em mim.
- O que aconteceu ontem à noite. – ele sussurrou enquanto depositava um beijo de leve no meu ouvido antes de afastar sua cabeça, seus olhos nos meus, um toque malicioso no seu sorriso.
Eu mordi o interior da minha bochecha, sentindo meu estômago dar pulos. Eu estaria mentindo se dissesse que não tinha gostado, mas de jeito nenhum eu o daria aquela satisfação de saber disso.
- Se isso te ajuda a dormir à noite, Bieber. – saí de perto dele.
Ele segurou no meu antebraço, me puxando de volta.
- Você espera que eu acredite nisso? – ele me encarou com olhos brincalhões.
- Sim! – assenti. – Sim, eu espero! – olhei para ele antes de redirecionar meu olhar para a sua mão no meu braço. – Então, se você não se importa, eu tenho que ir para a aula.
Ele me ignorou.
- Você não gostou do jeito… – ele pausou -… que eu chupei o seu pescoço? – ele lambeu os lábios antes de enterrar seu rosto no meu pescoço e antes que eu pudesse afastá-lo, ele posicionou os dentes na minha pele, chupando e lambendo a carne.
Eu engoli um gemido, soltando um grunhido enquanto colocava as mãos no seu peito.
- N-não, eu não gostei! – consegui afastá-lo.
Ele continuou a me ignorar, se aproximando mais uma vez.
- Ou como a minha língua deslizou contra a sua? – ele mordeu os lábios.
Meus olhos se arregalaram, sabendo o que viria a seguir, mas antes que eu pudesse sequer juntar os pedaços do que estava acontecendo, Justin segurou minha nuca e uniu nossos lábios, os seus se movendo contra os meus ferozmente.
Ele tocou no vale entre os meus lábios com a língua, querendo acesso, mas eu não o dei. Quando ele percebeu isso, sua mão livre desceu até a minha bunda, onde ele apertou, me fazendo abrir a boca em surpresa. Aproveitando isso como oportunidade, ele enfiou sua língua até a minha garganta, a deslizando contra a minha.
Eu gemi, devolvendo o favor antes de desviar a minha cabeça para o lado, quebrando o beijo. Eu estava respirando pesado quando mordi o lábio.
Jesus, esse garoto é rápido.
Recompondo-me, eu o afaste vigorosamente i.
- Que diabos, Justin? – falei, limpando meus lábios.
Ele olhou para mim, divertido.
- Só provando meu argumento, babe, você gosta e droga, eu não ficaria surpreso se você quisesse continuar, – ele arrumou o colarinho da sua jaqueta de couro. – mas eu tenho aula, então nós podemos voltar para a minha casa se você quiser ou, você sabe, se você estiver com pressa, podemos fazer no banco de trás do meu carro. – ele sorriu.
Eu olhei para ele com desgosto.
- O que eu pareço para você? Uma vadia?
Ele deu de ombros.
- Como eu vou saber o que você faz no seu tempo livre? – ele enfiou as mãos nos bolsos da sua calça jeans.
Minha boca se abriu. Quem diabos ele pensa que é?
Ninguém fala assim comigo. Não ligo se ele é o Presidente dos Estados Unidos ou o Johnny Depp. Eu sou um ser humano, assim como todos os outros nessa terra esquecida por Deus.
- Agora, espera um segundo aí, Bieber. – meus olhos se estreitaram enquanto eu caminhava até ele. – Podemos ter tido nossa diversão, mas nunca passamos de beijos então você pode levar seu enorme ego, seus comentários rudes e desagradáveis e sua bipolaridade para outro lugar porque eu não estou com humor para você e seus jogos. Eu posso ser muitas coisas, mas uma coisa que eu não sou é uma vadia! – cuspi, pressionando meu dedo indicador contra seu peito. – Entendeu? – ergui uma sobrancelha.
Ele ficou lá, aturdido.
Olhei pela última vez antes de rir e balançar a cabeça.
- Adeus, Bieber! – gesticulei com meus dedos para ele em sinal de despedida antes de me virar e andar para longe.
E é isso que você ganha quando mexe com Kelsey Anne Jones.

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