domingo, 26 de janeiro de 2014
Danger capitulo 17
POV JUSTIN
- O que merda você quer dizer com “ela sabe”? – Bruce gritou enquanto ficava de pé, levantando do sofá na sala de estar.
Eu revirei os olhos, dando de ombros. Honestamente, eu me arrependo de ter aberto a minha boca pra esse idiota. Nunca devia ter mencionado Kelsey ou que ela tinha cuidado de mim.
Caminhando até a porta da frente, eu bati nela diversas vezes, sabendo que os caras estavam lá dentro porque seus carros estavam estacionados na entrada. Segurando a lateral do meu corpo, eu respirei fundo, contando até dez para me manter são enquanto esperava impacientemente para que eles abrissem aquela droga de porta.
Finalmente quando a porta abriu, Bruce entrou no meu campo de visão.
Aw, merda. Lá vem a droga do interrogatório.
- Que merda aconteceu com você? – ele engasgou enquanto olhava para mim com olhos curiosos. Ele não estava tão surpreso. Estamos acostumados com esse tipo de coisa.
- Luke. – murmurei, empurrando Bruce e entrando na casa onde vi os caras na sala de estar, vendo TV. Todos viraram a cabeça para me olhar quando entrei.
- O que você quer dizer com Luke? – Bruce fechou a porta, me seguindo de perto.
Eu me joguei em uma cadeira, passando uma mão pelo meu rosto enquanto o apertava ferozmente. As pessoas sabem como me irritar por aqui.
- Sabe quando você me mandou cuidar de alguns negócios?
Ele assentiu.
- É, bem, eu estava passando pelo território dos Kings e Luke estava lá quando eu passei. Ele veio, começou a falar merdas e começou uma briga, eu desviei dos ataques e briguei de volta e aí como o viadinho que ele é, ele pegou uma faca e me esfaqueou. – eu ficava mais bravo enquanto relembrava o momento, a dor crescia conforme meu sangue fervia.
- Está querendo me dizer que ele veio para cima de você sem motivo algum e te esfaqueou? – Bruce, que agora estava sentado no sofá ao lado dos caras, olhava para mim, incrédulo.
- É.
- Não faz sentido. Tem que haver algum motivo para que ele fizesse isso.
- Bem, eu, de fato, esbarrei com ele no restaurante.
- Restaurante? – Bruce uniu as sobrancelhas, querendo que eu elaborasse.
Eu suspirei.
- Kelsey e eu fomos almoçar…
- Você e Kelsey? – ele arqueou uma sobrancelha – Quem é essa?
- Aquela que nós mantivemos aqui noite passada. – murmurei, o olhando nos olhos.
- Você é retardado, Bieber? – Bruce cuspiu – Você foi almoçar com ela?
- Essa não é a questão, caramba. O ponto é que Luke veio até mim, irritado. Desde aquela noite, quando todos nós saímos, ele está bravo. – sibilei, mordendo o interior da minha bochecha.
Bruce parecia estar pensando naquilo. Assentindo, ele se deu conta do que eu havia falado.
O desgraçado que eu matei na festa não era o único com quem eu tinha merdas a tratar. Luke também era parte do problema.
- Como você fez esse curativo? – Bruce perguntou quando se deu conta que meu corpo estava enfaixado.
- Kelsey o fez.
Bruce riu, sem humor.
- Você vai até ela para tudo agora, Bieber? – ele cuspiu. – O que aconteceu com ela não tem nada a ver com a gente? Ela sabe demais!
- Ela já sabe o que fazemos! – rosnei, ficando frustrado. – Ela também estava lá quando Luke veio até mim no restaurante, merda!
O lugar ficou silencioso, a tensão se estabelecendo.
- Não dê de ombros para mim. Isso é sério. Primeiro ela vê você matar aquele desgraçado na floresta, depois você a deixa ir para casa e quando as coisas começam a voltar ao normal você vai a um restaurante com ela e depois ainda vai até a casa dela quando você é esfaqueado?! – Bruce rosnou, balançando a mão para então passar os dedos entre os cabelos.
- Não é grande coisa, cara. Além disso, ela não é idiota para ir até a polícia. Ela sabe que eu a matarei se ela tentar. Todos vocês sabem. – também fiquei de pé. – Nada disso importa. Além disso, ela não é a porra do problema. Luke é. Então, ao invés de falar daquela vadia, que tal botarmos nossa atenção em como vamos nos vingar daquele merda por sequer tocar em mim?! – cuspi, sentindo meu sangue ferver.
Toda essa situação não tinha nada a ver com Kelsey. Ela estava lá quando eu não conseguia nem caminhar para ir para casa. A casa dela era a coisa mais perto. Ao invés de sangrar até morte, eu decidi ir até a casa dela.
Grande coisa!
Bruce parecia ter se acalmado conforme engolia o que eu havia dito.
- Você está certo! – ele assentiu com a cabeça.
Zombei.
- Eu sei que eu estou certo. – murmurei.
- Não fale assim comigo…
- Ou o que? – cuspi, ficando cara a cara com ele. Ele ficou parado no lugar, mas eu conseguia ver em seu rosto que ele não queria continuar com aquilo.
Ele sabe que eu vou vencer e o mais engraçado é que eu estou machucado.
Continuei ali até que ele foi homem o suficiente para dar um passo para longe de mim. Sorri em triunfo.
- Como vocês acham que vamos conseguir essa vingança? Não podemos fazer tudo exatamente óbvio ou os tiras vão acabar envolvidos e eu não tenho tempo para prisão. Uma vez foi o suficiente para mim. – Marco pulou no sofá enquanto jogava uma uva na boca.
Balancei a cabeça para a sua idiotice.
- Sim, vamos fazer ser óbvio. Luke vai saber que fomos nós que o atacamos. Só não vamos deixar nenhuma pista que leve os tiras até nós. – massageei a minha nuca. – Tudo o que temos que fazer é bolar um plano que vá enviar a mensagem.
- Eu digo para explodirmos o local, mas isso é só por mim.– Marcus deu de ombros com um sorriso.
Ele sempre foi é o que causa mais tumulto, mas…
- Até que não é uma má ideia. – sorri. – O filho da puta quer jogar sujo? Vamos jogar mais sujo ainda e há jeito melhor do que explodir o lugar deles? – lambi os lábios, sorrindo de orelha à orelha. – Eu digo para mostrarmos ao novato os tipos de jogos sujos que nós gostamos de jogar.
-//-
Depois que tomei um banho, eu me ajeitei na minha cama, encarando o teto com as mãos atrás da cabeça. Eu nem havia percebido que alguém havia entrado no quarto até ouvir o barulho da porta ao fechar. Olhando para lá, vi John caminhar até mim.
- E aí, cara? – acenei com a cabeça para ele.
Ele retribuiu o cumprimento, batendo os punhos comigo antes de sentar na beirada da cama.
- Ei, cara. O que está fazendo?
Dei de ombros.
- Pensando, tentando pensar em um plano.
- Ou pensando nela.
Virei minha cabeça para olhar para ele só para vê-lo sorrindo.
- Do que você está falando?
- Você sabe exatamente do que eu estou falando. Os outros caras – eles podem ser cegos –,mas eu já saquei você, Bieber.
- De que merda você está falando, O’Connor? – cuspi, estreitando meus olhos para eles.
- A garota.
- O que tem ela? – olhei para longe.
- Oh, então agora você sabe de quem eu estou falando? – eu podia sentir o tom de divertimento em sua voz. Rosnei internamente.
- Não! – cuspi. – Poderia ser sobre qualquer uma, certo?
- É, mas somente uma garota apareceu na sua cabeça quando eu falei, certo? – Ele me encarou.
- Quem? Você diz Kayla? – prendi meus olhos nos dele.
Ele balançou a cabeça.
- Nós dois sabemos que eu não estou falando da merda da Kayla, – Ele pausou. – Estou falando da Kelsey.
- O que tem a vadia? – perguntei.
- Você gosta dela.
Eu ri.
- Eu não gosto de ninguém, O’Connor. – balancei a cabeça. – Não seja idiota, bro.
- Não se faça de idiota, bro. Existe uma quantidade de ódio que você aguenta e nada dela se refere à Kelsey. – ele se virou para me olhar melhor. – Você confia nela.
- Eu não confio em ninguém além de vocês. Cara, eu não confio nem na minha família. – fingi uma risada.
- Essa é outra história. – ele apontou para mim.
- Nem tanto. – olhei para longe despreocupadamente.
- Tanto faz cara. Tudo o que eu estou falando é que Kelsey é alguma coisa para você.
- Não. Ela não é. – falei monotonamente, esperando que ele calasse a boca.
- É por isso que ao invés de vir para casa ou ir para qualquer outro lugar ou nos ligar você foi até Kelsey? Ou o fato de você ter saído com ela? – o sarcasmo pingava de cada palavra que escapava dos seus lábios. – Encare, cara você confia nela e o fato de que ela não contou aos tiras sobre o que ela viu só aumenta a atração que você tem por ela.
Eu fiquei quieto, ouvindo o que ele tinha para dizer.
- Olha, cara. Tudo o que eu estou dizendo é que… está na hora de você deixar alguém entrar na sua vida. – ele ficou de pé antes de caminhar até a porta. – Pense nisso, cara. – ele a abriu, se preparando para sair quando algo surgiu na minha cabeça.
- Hey, John?
Ele parou, se virando para olhar para mim.
- O que?
- Kayla está aqui?
Ele não falou nada por um tempo até que finalmente, assentiu.
- É, ela está no quarto.
Eu não disse nada depois daquilo, o que o fez sair do quarto.
Não consegui evitar que suas palavras afundassem no meu cérebro depois daquilo.
"Você gosta dela." Aquelas palavras se repetiam várias e várias vezes até que elas ficassem grudadas na minha mente.
Eu não gosto da Kelsey. Não poderia.
Cara, ela me irrita. Metade do tempo que passamos juntos eu tenho vontade de bater nela.
Mas aí tem a sua compreensão e a sua ausência de julgamento… como seus lábios se uniam aos meus… eles eram minha droga.
Ela tem um corpo e tanto e é muito gostosa.
Ela também é irritante, tem uma boca enorme e fala umas cem palavras por segundo. Não existe um botão para desligá-la, ela é persistente e faz um monte de perguntas.
Ela não sabe quando calar a boca e isso me leva a loucura.
Ela invade a minha mente e não tem como eu me livrar dela.
Mas os seus olhos…
Rosnando, eu passei meus dedos pelo meu cabelo, puxando as pontas. A frustração começou a crescer dentro de mim conforme eu me sentia ferver pela raiva.
Levantando da cama, caminhei para fora do quarto e pelo corredor até um quarto já muito familiar para os meus olhos. Escancarando a porta e a fechando atrás de mim, eu chamei a atenção da única pessoa lá dentro.
- Que diabos? – Kayla se virou. – Justin? O que você está fazendo aqui? – ela cuspiu.
Eu não disse nada. Ao invés disso, caminhei até ela e uni meus lábios aos dela. Antes que eu percebesse, nós estávamos na sua cama, arrancando as roupas um do outro.
Se esse era o único jeito para tirar aquela vadia e tudo o que John disse da minha cabeça, então que assim seja.
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