domingo, 26 de janeiro de 2014

Danger capitulo 16


Algumas horas se passaram e nem eu ou Justin havíamos dito alguma coisa. Acho que era estranho demais ou Justin estava muito envergonhado. De um jeito ou de outro, nós simplesmente ficamos lá sentados, encarando a tela brilhante da TV.
Eu olhei para Justin, que nesse momento estava com suas costas contra a cama, seu corpo enfaixado, seu maxilar contraído e seus olhos presos na TV.
Suspirando, olhei para longe.
Se você está se perguntando porque ele está aqui em silêncio e ainda não foi para casa, bem, ele não pode necessariamente sair nesse estado e o local onde ele foi esfaqueado pode voltar a sangrar a qualquer momento.
Era muito arriscado.
Bocejando, eu franzi as sobrancelhas. Olhei para o relógio e vi que já eram 11:45PM. Não era a toa o fato de eu estar tão cansada. Olhando para mim mesma, percebi que ainda vestia meus jeans e camiseta. Levantando da cama, fui até o meu guarda-roupa, abrindo uma gaveta de onde peguei calças de moletom e uma regata e fechei-a gaveta com o quadril antes de ir até o banheiro e fechar a porta, ignorando os olhos de Justin em mim.
Uma vez que eu havia tirado minhas roupas e as jogado no cesto de roupa suja, eu vesti meu pijama, fazendo um coque frouxo no meu cabelo antes de sair do banheiro e voltar para o quarto.
Imediatamente os olhos de Justin pousaram em mim. Os ignorei enquanto saía do quarto e entrava no de Dennis.
- Hey Den, já terminou de jogar?
Ele pausou o jogo antes de virar sua cabeça para mim.
- Só mais alguns minutos, por favor! – ele parecia ansioso.
Suspirei.
- Tudo bem, mas só mais cinco minutos. A mãe e o pai não podem chegar e te ver jogando – avisei.
- Prometo. – ele ergueu a mão direita antes de pegar novamente o controle e voltar a jogar.
Eu balancei a cabeça, rindo pelo nariz. Saindo enquanto trazia a porta comigo, eu estava indo de volta para o meu quarto quando meu corpo colidiu com o de outra pessoa. Olhando para cima, vi Justin olhando para baixo, para mim.
Prendi a respiração em surpresa.
- Jesus, Justin! – soltei o ar lentamente, lambendo os lábios. – Você me assustou.
- Desculpe. – respondeu monotonamente. – Eu só ia pegar um pouco de água.
- Eu pego para você. – saí da frente dele, descendo as escadas e entrando na cozinha, onde peguei um copo limpo, o enchendo com água antes de subir para o meu quarto.
Vendo Justin deitado mais uma vez na minha cama, eu fui até ele, me abaixando para estender sua bebida. Ele a pegou.
- Valeu.
- Sem problemas. – coloquei minha franja atrás da orelha, prestes a sentar na beira da cama quando sua voz me impediu.
- Vem aqui – ele murmurou, colocando o copo no criado-mudo ao lado da cama.
- O que? - perguntei, unindo minhas sobrancelhas em confusão.
Ele lambeu os lábios, prendendo seus olhos nos meus – estavam indecifráveis, como sempre, mas havia algo quente neles.
- Eu disse, vem aqui! – ele bateu no lugar ao lado dele.
Eu mordi meu lábio, pensando se deveria ou não.
Ele suspirou.
- Você ainda está brava pelo o que eu disse antes? – ele procurou no meu rosto qualquer sinal de desconforto.
Eu balancei a cabeça.
- Não, eu já esqueci isso. – menti. Não tinha realmente esquecido. Quer dizer, tudo o que eu tentei fazer foi ajudar e ele ainda ousa me chamar daquela palavra com P?
- Então vem e deita do meu lado. – disse afobado, mas ainda assim em um tom exigente.
Eu mordi o interior da minha bochecha enquanto caminhava e me sentava na cama, deitando ao lado dele, com mais ou menos um centímetro de distância entre nós.
- Eu não mordo! – murmurou antes de passar um de seus braços pelos meus ombros e me puxar para mais perto dele, até as laterais de nossos corpos se tocarem.
Eu mordi meu lábios, sentindo minhas bochechas corarem. A única vez que eu estive tão perto dele foi na hora em que estávamos no banheiro quando nós…
- Eu sinto muito, você sabe. – ele murmurou.
- Eu sei. - disse, após um suspiro.
Ele balançou a cabeça, mas ficou quieto.
- Eu me deixei levar, apenas isso. – ele olhou para a frente, sem ousar olhar para mim sequer uma vez.
Eu hesitei antes de colocar minha palma na sua bochecha, virando seu rosto para olhar para mim.
- Está tudo bem, ok? – sussurrei – Todos ficam bravos. Tenho certeza que você não quis dizer aquilo. – movi meus lábios em um pequeno e calmo sorriso.
- É! – ele murmurou. Lambendo os lábios, ele olhou para mim, me analisando dos pés a cabeça – Você é linda, sabia disso? – sussurrou.
Eu mordi o lábios.
- Obrigada.
- Para ser honesto… – me olhou nos olhos. – Eu acho que você não sabe o quão bonita você é.
Uni meus lábios , a antecipação crescia dentro de mim enquanto meu estômago se enchia de inúmeras borboletas.
- Eu acho que eu deveria te mostrar. – ele continuou a sussurrar, seus lábios a centímetros dos meus. – Você deixa eu te mostrar? – ele olhou fundo nos meus olhos, uma sensação desconhecida percorreu minhas veias.
Eu abri minha boca para falar alguma coisa, mas logo a fechei quando percebi que estava sem palavras. Mordendo a pele do meu lábio, eu assenti.
Se aproximando, ele tirou a franja da minha cara, seus dedos traçando um caminho pelo meu rosto antes de chegar aos meus lábios.
Chegando mais perto, ele fechou os olhos lentamente, seus lábios estavam a centímetros dos meus até que eles se tocaram firmemente.
Uma sensação indescritível inchou meu coração enquanto eu puxava seu rosto para mais perto, minha palma pressionada contra sua bochecha quente enquanto eu me movia para mais perto do seu corpo.
Movendo sua cabeça para o outro lado sem tirar os lábios dos meus, ele chegou ainda mais perto, colando nossos corpos, seus lábios continuavam a sugar os meus. Sua mão gentilmente tocava meu pescoço, seu dedo acariciando a linha do meu maxilar.
Descolando nossos lábios para que pudéssemos respirar, Justin deixou sua testa contra a minha antes de mordiscar meus lábios e mover sua cabeça em direção ao meu pescoço.
Eu quase engasguei no momento em que seus lábios macios entraram em contato com minha pele quente, me enviando para um lugar bem longe. Fechando meus olhos, minha boca se abriu e eu passei meu braço pelo seu pescoço.
Ele passou a língua no lugar onde havia beijado antes de abrir sua boca e chupar a região, me fazendo gemer.
Sorrindo contra a minha pele, ele sugou ainda mais forte, lentamente lambendo a pele arroxeada, beijando-a uma última vez antes de depositar pequenos beijos por todo o meu pescoço até chegar no outro lado, beijando o mesmo lugar várias e várias vezes até que encontrou o ponto certo, me fazendo gemer ainda mais alto do que antes.
- Justin… – choraminguei, cravando meus dentes no meu lábio inferior.
Ele continuou com suas técnicas antes de se afastar, sorrindo para mim. Quando ele estava prestes a unir seus lábios com os meus mais uma vez, a porta do quarto se escancarou, com um Dennis correndo freneticamente.
Afastando Justin o mais gentil e rapidamente que eu conseguia, eu me sentei na cama.
- Dennis, o que foi?
- A mãe e o pai estão em casa! – Ele jogou as mãos no ar.
Meus olhos se arregalaram.
- Merda! – murmurei, pulando de pé e indo até ele. – Ok. Se ela perguntar de algo, lembre-se, você não viu nada, ok? Eu ouvi música e fiquei no meu quarto. Você fez suas coisas e está indo deitar. Ok?
Ele assentiu freneticamente.
- Tudo bem.
- Ótimo. Agora vá e aja como você normalmente faria. – comecei a empurrá-lo para fora do quarto.
Uma vez que ele concordou, eu fechei a porta antes de trancá-la.
- Tudo bem. Você precisa se esconder. Minha mãe vai subir a qualquer momento! – caminhei até Justin, segurando no seu braço. Quando comecei a puxá-lo, ele puxou de volta. – Você precisa se esconder! – eu gritei em um sussurro.
Ele sacudiu a cabeça.
- Não vou ficar, Kelsey. Eu tenho que ir. Não tem como você me esconder aqui a noite toda enquanto está de castigo.
- Mas você pode sangrar de novo.
Ele riu.
- Babe, assim você faz parecer que é a primeira vez que isso acontece comigo. – ele sorriu – Eu vou ficar bem. Sei me cuidar.
- Obviamente. – revirei os olhos – Mas nunca se sabe…
Pressionando seus lábios contra os meus, ele rapidamente se afastou.
- Você fala demais. – sussurrou antes de se levantar.
Eu suspirei, lambendo os lábios.
Caminhando até a minha janela, ele virou para mim.
- Eu venho ver você em breve, tudo bem?
Assenti, caminhando até ele.
Abrindo a janela, ele olhou para mim.
- Tente não se preocupar demais. – ele me encorajou.
Suspirei.
- Vou tentar. – murmurei, olhando para longe.
Segurando no meu queixo, ele pressionou seus lábios gentilmente contra os meus de se afastar.
- Essa é a minha garota! – ele sorriu antes de passar sua perna esquerda pela janela, sentando nela enquanto puxava a outra. Agarrando a pilastra que havia ao lado da casa, ele pulou da janela, caindo graciosamente na varanda, me fazendo questionar quantas vezes ele já havia feito algo assim.
Me mandando uma piscadela, ele escorregou antes de pular.
- Kelsey? Você está aí?
- Sim! – respondi antes de ir até a porta e abri-la.
Ela entrou, olhando ao redor.
- Por que sua porta estava trancada?
- Eu estava me trocando, não queria que Dennis entrasse aqui. – sorri internamente para mim mesma, orgulhosa pela mentira inventada tão rápido.
- Ah, sim. – ela lambeu os lábios, olhando mais uma vez ao redor antes de olhar para mim.
- Como foram as coisas lá na igre… – comecei a perguntar quando ela me cortou.
- Kelsey Anne Marie Jones. O que é isso no seu pescoço?! – Os olhos da minha mãe se arregalaram, ela me olhava com aquele olhar severo.
- O que? – toquei meu pescoço, sentindo meu estômago ir parar no chão. Entrando no banheiro, eu me olhei no espelho e ali na lateral do meu pescoço havia uma marca arroxeada mais conhecida como chupão.
- Então? – Minha mãe olhou para mim com facas caindo dos seus olhos, seu pé batia insistentemente contra o chão.
- Oh, isso? – apontei para o meu pescoço, fingindo uma risada. – Eu… – vasculhei meu cérebro por mais uma mentira. – Eu estava tentando fazer cachos no meu cabelo, até que eu me queimei. – apertei meus lábios, torcendo para que eu tivesse feito aquilo fazer sentido.
Ela estreitou os olhos para mim.
- Não vejo cachos no seu cabelo, Kelsey. – ela gesticulou com as duas mãos para o coque no meu cabelo.
- Oh… depois que eu me queimei, eu meio que desisti, prendendo meu cabelo nesse coque. – uni meus dedos, apertando meus lábios em uma linha, esperando e rezando internamente para que ela acreditasse em mim.
Ela pareceu pensar no assunto antes de finalmente assentir.
- Tudo bem. Você colocou alguma coisa nisso para que não fique nenhuma cicatriz?
Eu assenti.
- Ganhei de você nessa, mãe. – dei uma risada.
Assentindo, ela começou a caminhar para a porta.
- Tudo bem, contanto que isso saia, você vai ficar bem. Tenha uma boa noite, querida.
- Boa noite, mãe.
E com um sorriso, eu acenei para ela antes de fechar a porta. Me encostando contra a mesma, eu soltei um ar que nem sabia que estava prendendo.
Justin está morto na próxima vez que eu o vir

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