domingo, 26 de janeiro de 2014

Danger capitulo 13


Meus olhos se arregalaram enquanto eu abaixei o olhar vendo ele segurar o próprio corpo.
- O que, pelo amor de Deus, aconteceu com você? – gritei, alto o suficiente para que ele escutasse, mas baixo o suficiente para que minha mãe não.
Ele deu de ombros, como se não fosse grande coisa. Idiota.
- Nada.
Arqueei uma sobrancelha.
- O quão estúpida você acha que eu sou? – coloquei uma mão no quadril.
Ele sorriu.
- Quer mesmo que eu te responda isso?
Revirei os olhos.
- Você é um idiota.
Ele riu antes de estremecer e agarrar mais a ainda a lateral do próprio corpo.
Eu corri para o seu lado, me abaixando enquanto gentilmente toquei seu corpo.
- Sério Justin, o que aconteceu? – olhei para cima, para ele.
- Nada. – ele repetiu.
Eu apertei seu corpo de novo, dessa vez, com mais força.
Ele estremeceu mais uma vez.
- Porra, isso machuca, Kelsey, cuidado! – Ele sibilou com os dentes cerrados.
- Eu sei. – olhei para ele. – Agora você me diz o que aconteceu ou eu vou apertar de novo, mais forte. – estreitei os olhos.
- Você está blefando. – Ele murmurou.
Eu o dirigi um olhar como se dissesse “Sério?” enquanto eu apertava seu corpo como disse que faria.
Ele empurrou minha mão, se afastando.
- Mas que droga, Kels. Jesus. – Ele sibilou.
Dei de ombros.
- Eu disse a você que faria e não vou hesitar em fazer de novo. – me aproximei novamente, vendo ele se afastar o mais rápido que seu corpo permitia.
- Tudo bem, tudo bem! – Ele gemeu. – Eu te conto, só quero que você se afaste. – Ele balançou as mãos, gesticulando para que eu me afastasse. Assim o fiz.
- Ok! – cruzei os braços contra o peito. – Agora, desembucha.
Ele se apoiou contra a parede, ainda segurando a lateral do corpo.
- Lembra do desgraçado que nós esbarramos no restaurante?
Eu pensei, lembrando do cara alto, cabelo castanho e olhos verdes. Assenti em resposta.
- Bem, depois que te deixei aqui, eu voltei para a minha casa e você sabe, os caras estavam lá. Nós estávamos de bobeira até que Barnie disse que tínhamos negócios a tratar nos territórios…
Eu uni as sobrancelhas em confusão. Ele suspirou.
- São lugares alinhados que pertencem à gangues diferentes, mas são todos separados. É onde a maioria dos negócios acontecem.
Eu assenti, dessa vez, em compreensão.
- Eu estava perto do territórios dos Kings e Luke, o cara do restaurante, estava lá e é claro que aquele maldito acha que pode se engraçar com qualquer um e sair ileso. – ele falou baixo pela raiva. – Aquele pedaço de merda começou a falar besteiras e a jogar os punhos para todos os lados. Eu evitei o primeiro soco e o acertei no queixo. Ele se recuperou e me acertou no estômago, eu me dobrei e ele me bateu nas costas. Eu o tirei de perto e o esmurrei até que ele caísse, batendo o pé nas suas costas. Ele conseguiu me tirar e me dar pontapés no rosto e nas costelas. Até o momento em que eu tive a chance de acertá-lo de novo, ele puxou uma faca e me esfaqueou na lateral…
Minha boca se abriu em choque
- … quando os homens dele o puxaram dizendo que tinham outros negócios para resolver. – seus olhos escureceram, a crescente tensão nele.
- Eles simplesmente deixaram você lá? – questionei, meus olhos abertos em terror por saber que alguém faria isso. Quer dizer, eu sabia que as pessoas são capazes de serem cruéis, mas…
- Ele teria se fodido comigo se aqueles merdas não tivessem o puxado. – Justin me ignorou, ficando bravo conforme revivia o momento .– Eu vou pegá-lo qualquer dia desses.
- Não. – balancei a cabeça. – Violência nunca é a solução.
Ele virou a cabeça para mim, um olhar de descrença nos olhos.
- O que você é? Um padre? Dê o fora! Eu vou ferrar com ele no momento em que eu colocar minhas mãos naquele desgraçado. – Ele apertou os lábios em uma linha, a raiva crescendo dentro de si. – Se ele acha que pode me esfaquear e sair numa boa, ele está muito enganado. – eu não conseguia decifrar seus olhos.
Suspirei.
- Se acalme. A última coisa que você quer é fazer seu sangue ferver com sua raiva.
- Por que caralho você ainda se importa? – ela cuspiu com raiva.
Lá vamos nós de novo com seus ataques de bipolaridade.
- Você não é a porra da minha mãe. – Justin continuou com uma voz baixa.
- Bem, eu me importo e não há nada que você possa fazer, então supere. – cuspi, furiosa. Como ele ousa agir como idiota quando estava na minha casa?
Ele estava prestes a abrir a boca quando eu o cortei novamente.
- Você veio até mim, lembra? – apontei para ele, que estava parado no meio do quarto.
Ele ficou quieto, o que me deu a resposta que eu queria.
- Exatamente. – fingi um sorriso, orgulhosa que eu havia vencido essa e calado a boca dele.
Após alguns minutos, percebi que sua camiseta estava manchando lentamente com o líquido vermelho – que era seu sangue.
- Preciso levar você ao médico. Precisa cuidar disso. – comecei a estender a mão para o meu celular, que estava no criado mudo ao lado da cama, quando Justin me impediu.
- Não, você não pode! – ele gritou antes de lentamente se acalmar ao ver meu corpo estremecer com a surpresa. – Se eles me levarem, vão querer saber o que aconteceu e eu não posso me envolver em mais merdas agora. – sussurrou baixo.
Eu mordi o interior da minha bochecha, pensando no que ele havia dito. Ele tinha razão.
- Tudo bem, mas com uma condição. – o olhei severamente.
Ele gemeu, revirando os olhos.
- Qual?
- Você tem que me deixar dar uma olhada nisso, ok?
Ele pensou no assunto, hesitando por um momento antes de finalmente concordar.
- Tudo bem.
Segurando seu braço gentilmente, eu o puxei até o banheiro antes de fechar a porta.
- Sente aí.– Eu apontei para o único acento no banheiro. Ele obedeceu, fazendo tudo bem devagar.
Eu me abaixei perto do armário, pegando o kit de primeiros-socorros. Ao pegá-lo, eu voltei a ficar de pé.
Ele me olhou.
- O que?
- Por que tem um kit de primeiros-socorros no seu banheiro?
- Minha mãe é enfermeira e colocou esses kits pela casa, caso fosse necessário. – dei de ombros antes de abrir o kit, o revirando. Pegando o que seria necessário, me virei para ele – Tire a sua camiseta.
- Se você me quer babe, vai ter que esperar isso aqui sarar. – Ele sorriu, me mandando uma piscadela sutil.
Eu lutei contra a vontade de corar e apenas revirei os olhos.
- Não fique animadinho. Ainda preciso olhar seus machucados.
Ele riu.
- Se é o que você diz. – Ele segurou a barra da camiseta antes de a puxar para cima lentamente, a jogando no chão em seguida.
Eu não pude evitar olhar para o seu abdômen. Mesmo que a lateral do seu corpo estivesse coberta pelo sangue, sua pele brilhava com a luz.
- Você vai me ajudar ou vai encarar meu corpo? – virei meu rosto para ver Justin sorrindo bobamente.
Eu me chutei mentalmente.
- Cale a boca! – sussurrei, me abaixando para ter uma visão melhor. Ele estava bastante machucado com um corte feio no meio do corpo. Caminhando até a pia, eu peguei uma toalha, a molhando antes de voltar até ele, encostando lentamente contra o corte.
Ele ficou lá sentado sem problemas, sem estremecer uma vez sequer, me fazendo perguntar por quantas vezes ele já havia passado por aquilo para estar tão acostumado.
Quando acabei com isso, peguei o spray desinfetante, o chacoalhando enquanto eu me abaixava ao seu lado.
Eu estava prestes a passar o produto quando ouvi um barulho repentino. Franzindo as sobrancelhas, eu olhei para cima para ver Justin sorrindo.
- O que? – eu cuspi, visivelmente irritada. – Do que está rindo?
Ele ergueu os ombros, olhando para baixo antes de olhar para longe. Eu segui seus olhos e foi então que percebi que estava praticamente cara a cara com a sua virilha.
Corei vigorosamente.
- Você é nojento. – zombei.
Ele riu.
- Hey, não sou eu que estou no seu lugar, babe. – Ele piscou.
Eu mordi minha língua e calmamente me acalmei.
- Olha, eu estou tentando ajudar você e se você quer ser infantil, vá em frente, mas faça isso longe daqui. – soltei em um fôlego só.
- Whoa, alguém está com sua calcinha de vovó torcida. – Ele brincou.
- Eu não uso calcinha de vovó. – arregalei os olhos quando percebi o que havia dito.
- Oh, sério? – a diversão com a situação preenchia seus olhos.
Me amaldiçoei.
Ele balançou a cabeça.
- Não tem como você não usar calcinha de vovó, – Ele pensou. – basta olhar para você! – Ele gesticulou para mim com ambos os braços.
Eu franzi os lábios.
- O que quer dizer com isso? – cuspi de volta, ficando ofendida.
- Que você parece o tipo de garota que usa calcinha de vovó. – Ele se encostou contra a parede.
A esse ponto, eu estava fervendo. Como ele ousa?
- Para seu conhecimento, eu estou usando uma calcinha do tipo tanga agora, então engula essa!
Espera, eu admiti isso mesmo?
Seus olhos se arregalaram, um olhar de pura diversão nos seus olhos.
- Eu não acredito em você. – Ele fez seus olhos voltarem ao normal.
Eu zombei.
- Não ligo para o que você acredita.
- Prove! – Ele apontou com a cabeça para mim.
Eu fingi uma risada.
- Há! Que tal… – toquei meu queixo, fingindo pensar. – Não? – o olhei incrédula como se ele tivesse perdido a cabeça.
Ele provavelmente perdeu.
- Por acaso Luke bateu muito forte na sua cabeça?
Ele balançou a cabeça.
- Não, estou perfeitamente são. Você é apenas uma mentirosa.
- Não, eu não sou!
- Sim, você é. – Ele assentiu com a cabeça, concordando com ele mesmo. – Você provavelmente é virgem também.
- Isso não é da sua conta. – cuspi com raiva para ele.
- Então, está tentando me dizer que não é? – Ele balançou a cabeça. – Eu não acredito.
- Você não acredita em nada! – joguei as mãos no ar.
- Se você provar, eu vou acreditar. Até então, você é uma virgem que usa calcinha de vovó. – Ele sorriu para si mesmo.
- Você é tão idiota.
- Só estou constatando os fatos, baby. – Ele piscou.
- O que o fato de eu usar calcinha da vovó – o que eu não uso –, ou ser virgem tem a ver com você?
Ele deu de ombros.
- Preciso saber as garotas com quem estou lidando.
- Você não está lidando com ninguém! Até onde eu sei, nós não somos nada.
- Oh? - ele sorriu.
Eu assenti e ele ficou de pé.
- Você não acha que somos algo?
Balancei a cabeça.
Ele se aproximou enquanto segurava seu corpo.
- Eu acho que você está errada. – ele sussurrou.
- Você… – pausei, recuperando a compostura. – Você não deveria estar de pé.
Ele deu de ombros, continuando a se aproximar até que eu bati contra a parede.
Merda, ele tinha me encurralado.
- Não.
- Você é uma mentirosa. – Ele prensou o próprio corpo contra mim para que eu não tivesse para onde ir e pousou as mãos nos lados da minha cabeça. – Quer saber por que? – Ele falou contra a minha boca, seu hálito quente batendo na minha pele.
- Por quê? – Eu sentia meu interior se aquecer.
Ele moveu a cabeça para mais perto da minha.
- Por isso. – Ele se aproximou, pressionando os lábios contra os meus antes que eu tivesse a chance de rejeitá-lo.
Fogos de artifício explodiram enquanto borboletas invadiam meu estômago. Levou um segundo para que meu cérebro voltasse a funcionar e eu entendesse o que estava acontecendo.
Envolvendo meus braços no seu pescoço, eu o puxei para mais perto de mim – como se isso fosse possível.
Ele se aproximou de mim enquanto envolvia meus quadris com suas mãos, apertando, seus dedos rastejando pela minha pele enquanto ele puxava meu lábio inferior com os dentes.
Eu gemi entre o beijo, passando meus dedos pelo seu cabelo. Puta merda, isso foi bom.
Passeando suas mãos pelas minhas costas, ele me segurou ali por um tempo antes de suas mãos escorregarem para a minha bunda. Ele a apertou, me fazendo abrir a boca, dando o acesso ao interior da mesma que ele estava esperando.
Forçando sua língua pela minha boca, nossas línguas começaram a brigar pela dominância enquanto eu gemia contra sua boca, puxando seu cabelo.
Ele me apertou contra seu corpo com mais força, suas mãos apalpavam minha bunda com firmeza. Ele se afastou, partindo o beijo por apenas um segundo antes de virar sua cabeça para a direita e unir nossos lábios novamente, sua língua encontrando seu caminho para a minha boca mais uma vez.
Seu beijo tinha gosto de menta e cigarro, uma estranha porém sexy combinação.
Eu nem me dei conta de que suas mãos começaram a abaixar minha calça até que eu senti seus dedos gelados contra a minha pele. Me surpreendi, abrindo meus olhos em choque.
Ele sorriu entre o beijo. Se afastando com barulho, ele encostou a testa na minha, minha cabeça contra a parede.
- Eu estava certo. – sussurrou sensualmente, se referindo a nossa discussão, enquanto sorria para mim.
Sem fôlego, ele abaixou a cabeça até o meu pescoço e começou a sugar, morder e lamber a pele, me levando à outro mundo.
Puxei sua cabeça para mais perto, massageando seus cabelos com meus dedos, brincando e os puxando, o fazendo gemer.
- Kelsey, você está aí? – Meus olhos se abriram enquanto Justin se afastava do meu pescoço. – Abra a porta! – Eu ouvi minha mãe chamar mais uma vez

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