domingo, 26 de janeiro de 2014

Danger capitulo 29



As memórias de hoje continuaram a vir como flashes pela minha mente, como um gravador quebrado. Desde o momento em que me fizeram apagar até eu acordar amarrada na cadeira, Luke me batendo, Andrew me cortando… até acordar amarrada na cama e Luke forçando suas mãos em mim. 
As lágrimas se acumularam em meus olhos mais uma vez enquanto eu lutava para que elas não saíssem. 
Eu era mais forte que isso e sabia disso. Eu precisava me recompor para o bem de todos e para meu próprio bem.
Eu nunca deixei ninguém, nem mesmo Justin, ficar no caminho de quem eu sou e isso não vai acontecer agora. 
Nenhum filho da puta irá arruinar isso. 
Enxugando meu rosto, eu funguei, voltando ao normal antes de acabar meu banho e sair da banheira, enrolando uma toalha em volta de meu corpo. 
Me secando cuidadosamente, estremeci com cada machucado que tocava, com cuidado para não apertar muito forte, antes de secar meus cabelos. 
Ignorando a dor nos meus pulsos, passei a toalha pelos meus cabelos úmidos, deixando cair em meus ombros e depois prendendo em um coque bagunçado no topo de minha cabeça. 
Olhei para meus pulsos depois que acabei, sentindo meu estômago revirar. Eles estavam pretos e azuis com um corte profundo em volta por causa das cordas. 
Balançando minha cabeça, varri meu olhar pelo espelho olhando para mim mesma para ver que o corte que ia da minha bochecha ao meu pescoço havia parado de sangrar, graças a Deus.
Pressionando meus dedos no corte, mordi meu lábio quando virei de costas, não suportando olhar para mim mesma mais. 
Encontrando um roupão pendurado perto da porta do banheiro, o peguei, escorregando meus braços para dentro das mangas, enrolando em volta do meu corpo e amarrando na altura da cintura. 
Quando eu estava prestes a sair, ouvi vozes vindas do quarto de Justin. Franzindo minhas sobrancelhas, encostei minha orelha na porta, curiosa para saber o que estava acontecendo. 
- Eu não deveria tê-la deixado entrar naquele carro. - ouvi Justin murmurar. 
- Não, - alguém retrucou. - Você não devia ter deixado mas o que está feito está feito e você não pode mudar isso Justin, mas eu sei o que você pode fazer.
Mordi meu lábio com a pausa. 
- Você pode garantir que ela esteja bem e pode confortá-la porque isso é o que ela mais precisa no momento. Ela não precisa de você se torturando com tudo isso. Ela precisa de alguém para estar lá por ela e nós dois sabemos que esse alguém é você. - ouvi alguns passos antes de pararem. - Oh, e Justin?
Outra pausa. 
- Você pode achar que é invencível, mas nós todos despencamos algumas vezes. - e então a porta se fechou. 
Mordi meu lábio inferior, processando o que o estranho havia falado e então abrindo a porta do banheiro lentamente, encostando na porta apenas para ver Justin olhando para a porta do quarto, de onde quem quer que seja havia saído, a tristeza evidente em seu rosto. 
- Ele está certo, você sabe. - eu disse. 
JUSTIN POV
Franzi minhas sobrancelhas, me virando para a porta do banheiro para ver Kelsey em pé ali com um roupão amarrado em volta de seu corpo, seu cabelo preso em um coque bagunçado no topo de sua cabeça. Apesar de sua condição atual, ela ainda conseguiu ficar linda. 
Continuei em silêncio, apenas a olhando. - Venha cá. - sussurrei, fazendo um sinal com a cabeça para que ela viesse. 
Ela mordeu o lábio, contemplando o que eu disse e vindo até mim. 
Eu estava sentado na ponta da cama, meus pés pressionados contra o chão de madeira. Uma vez que Kelsey chegou à minha frente, eu coloquei minhas mãos em sua cintura, a puxando para perto de mim. - Você está bem? - sussurrei. 
Ela assentiu. 
- Não minta para mim. - murmurei, olhando em seus olhos. 
Ela desviou o olhar de mim brevemente antes de suspirar. - Eu estou bem. 
Assenti. - Seu corpo dói? 
Ela assentiu, mordendo o lábio. - Sim…
Me inclinando, eu toquei os machucados em sua bochecha, escorregando meu dedo pelo corte até o pescoço. 
Ela estremeceu. 
- Me desculpe. - sussurrei. 
Ela balançou a cabeça. - Você não tem nada pelo que se desculpar. 
- Eu cometi um erro—
- Nós dois cometemos um erro, Justin. - ela balançou a cabeça, fazendo com que alguns fios de sua franja caíssem sobre seu rosto. 
Eu acariciei sua bochecha gentilmente. - Eu devia ter te contado a verdade sobre Jen. 
- E eu não deveria ter entrado naquele carro. - ela deu de ombros, olhando para suas mãos. - Nós não podemos consertar o que já foi feito. 
Eu assenti. - Eu sei, eu só queria ter te salvado antes. 
- Mesmo se você tivesse, você sabe que Luke teria encontrado outro jeito de me machucar. - ela murmurou. 
Virei sua cabeça para que ela olhasse dentro dos meus olhos novamente. - Ele nunca mais vai te machucar, você está me entendendo?
Ela assentiu. 
- Ótimo porque a partir de agora, eu não vou te deixar sair da minha vista. - ri suavemente, querendo melhorar o humor. 
Ela abriu um sorriso fraco. - Isso é uma promessa? - ela riu. 
- Oh, é uma promessa sim. - sorri. 
Ela balançou a cabeça, corando um pouco. 
Eu sorri, olhando para ela. Como eu tive tanta sorte de achar uma garota como você?
- Huh? - Kelsey olhou para mim com as sobrancelhas arqueadas. 
Nem percebi que havia realmente falado. 
Pigarreando, desviei meu olhar. - Nada. - lambi os lábios. 
- Não minta para mim. - ela sussurrou usando minhas próprias palavras de antes contra mim.
Eu olhei para ela,  meu coração batendo aceleradamente. - Eu… - pigarreei. - Eu disse como tive tanta sorte em encontrar uma garota… - peguei em sua mão. - Como você? - murmurei, a puxando para mais perto de mim, para que ela ficasse entre minhas pernas. 
Ela se inclinou levemente, encostando sua testa contra a minha. - Eu não sei. - ela brincou. - Mas para ser honesta, estou feliz de ter achado alguém como você. - ela sorriu. 
- Você quer dizer egoísta, mal humorado, ignorante, babaca? - eu ri, acariciando seus quadris levemente com os polegares. - Duvido muito disso, babe. 
Ela riu. - Isso compensa minha teimosia e o fato de eu ser tão vadia. - ela deu de ombros, rindo. 
Eu ri, envolvendo meus braços em torno dela e trazendo-a para mais perto. - Eu estava com tanto medo de te perder… - sussurrei.
Ela me encarou nos olhos tristemente, mordendo o interior de sua bochecha. - Você nunca poderia me perder. - ela murmurou. - Mesmo que quisesse. 
- Nunca. - lambi meus lábios, olhando de seus olhos para sua boca. Passando os dedos pelos fios soltos na parte de trás de seu cabelo enquanto segurava sua bochecha esquerda com a palma de minha mão direita, eu respirei profundamente, a puxando toda para mim. 
Kelsey se inclinou para mais perto ainda, seus olhos encarando meus lábios.
Eu levei meus lábios para perto dos dela lentamente, nossas respirações colidindo enquanto encarávamos profundamente um os olhos do outro. - Posso? - sussurrei. 
Ela assentiu, pressionando suas mãos contra meu peito. 
Lambendo meus lábios para umedecê-los, eu fechei meus olhos antes de pressionar firmemente meus lábios contra os dela. 
Kelsey relutantemente começou a beijar de volta, seus lábios se encaixando aos meus com perfeição. 
Eu colei nossos corpos com a minha mão livre que ainda estava firmemente colocada contra seu quadril, meus dedos passando por sua pele suavemente enquanto empurrava meus lábios contra os dela. 
Envolvendo seu braço em volta de meu pescoço, ela puxou minha cabeça para mais perto da dela, nossos narizes de encostando devido à força de nosso beijo. 
Movendo minha mão de sua bochecha para sua cintura, eu envolvi meus braços em volta dela, a puxando para que ela ficasse sobre meu colo, montada em mim. 
Ficando mais confortável, Kelsey partiu o beijo, olhando nos meus olhos, seu peito subindo e descendo pesadamente antes de ela morder seu lábio, aninhando a cabeça na minha nuca e pressionando seus lábios na pele de meu pescoço, onde ela começou a chupar e morder. 
Eu gemi, movendo meu pescoço para o lado de maneira a dar-lhe mais espaço para fazer o que quisesse. 
Escorreguei minha mãos para baixo de sua cintura, pegando em sua bunda e apertando, fazendo-a soltar um gritinho de surpresa. Eu ri. 
Se afastando do meu pescoço, ela pressionou os lábios nos meus novamente, recomeçando nossa sessão de amassos. 
Senti suas mãos contra meu peito enquanto ela empurrava, me fazendo deitar na cama e ela ficar por cima de mim, seus lábios nunca se separando dos meus. 
Eu agarrei sua cintura antes de nos girar para que eu ficasse por cima dela. Movendo os beijos de sua boca para seu pescoço, comecei a dar o mesmo prazer que ela me deu, dessa vez, usando mais a língua e os dentes, resultando no doce som de seus gemidos sendo libertados. 
Voltando aos seus lábios, comecei a beijá-la novamente, lambendo seus lábio inferior pedindo entrada, a qual ela aceitou com prazer. Escorreguei minha língua para dentro e nós começamos a lutar pela dominância. 
Se afastando, Kelsey nos girou casualmente, para que ela ficasse por cima mas ao invés de colar novamente nossos lábios como pensei que faria, ela sentou no meu abdômen inferior. Olhei para ela interrogativamente.
Ela mordeu o lábio, escorregando suas mãos até os nós no roupão. Eu olhei para suas mãos, antes de olhar de novo em seus olhos. 
Ela respirou profundamente, quase pronta para puxar as cordas que se ela o fizesse, iria revelar muito de seu corpo maravilhoso para meus olhos ávidos. 
E por mais que eu quisesse, não podia deixá-la fazer isso. 
Segurei suas mãos gentilmente. - Não. - murmurei. 
Ela franziu as sobrancelhas, olhando para mim curiosa. Franziu a testa. - Por que não?
Ela parecia tão inocente, a única coisa que pude fazer foi pigarrear e desviar o olhar brevemente. - Porque, - balancei minha cabeça, olhando de volta para ela. - Nós não podemos. Não assim. 
Ela soltou as cordas do roupão, sua testa se enrugando ligeiramente. 
Eu me apoiei em meus cotovelos. - Não leve para o lado pessoal, baby. Eu iria amar fazer isso com você, não me entenda errado, mas eu não sinto  que é certo fazê-lo agora. Não depois de tudo que aconteceu. - me inclinei, passando meus dedos pela sua bochecha. 
Ela assentiu, saindo de cima de mim e se sentando na cama. 
Eu levantei uma sobrancelha. - Não me lembro de ter dito que você devia sair daquela posição. - eu ri. 
Ela rolou os olhos em brincadeira. - Que pena. - mostrou a língua. 
Ri levemente. - Durma um pouco, ok? - sussurrei enquanto me sentava. - Você teve um longo dia. 
Eu podia ver a dor passar pelos seus olhos quando o pensamento do que aconteceu voltou à sua mente. - Hey, - sussurrei, pousando uma mão na lateral de seu pescoço. 
Ela se virou para olhar para mim. 
- Ele nunca mais vai te machucar, tudo bem? Eu não vou deixar isso acontecer. - tentei reconfortá-la. 
Kelsey olhou para mim por alguns momentos antes de devagar porém seguramente, assentir. Levantando da cama, ela olhou para mim. - Você tem algo que eu pudesse vestir? Eu realmente não queria ir dormir apenas de roupas íntimas. - ela mordeu o lábio, desviando o olhar, suas bochechas corando. 
Eu ri levemente. - Yeah. - andei até minha escrivaninha, pegando um par de calças de moletom e uma blusa branca de gola V, a entregando. - Aqui está. 
Ela pegou as coisas, sorrindo. - Obrigada. 
Assenti, colocando minhas mãos nos bolsos. Estremeci um pouco quando o jeans esfregou contra meus dedos machucados. 
Percebendo isso, Kelsey engasgou. - Ai meu Deus! 
KELSEY POV
Eu estava tão envolvida comigo mesma que nem percebi que Justin estava tão machucado quanto eu, senão mais. Seu olhar quando suas mãos se esfregaram contra o jeans fez meu estômago se revirar. 
Foi então que eu notei os hematomas e arranhões em seu rosto. Me inclinei, pressionando meus dedos neles levemente, enquanto mordia meu lábio. 
Seu rosto permaneceu solene, enquanto ele fechou os olhos com meu toque, sua respiração falhando eventualmente. 
Ele parecia tão tranquilo. 
Me inclinei para ele, beijando cada hematoma em seu rosto. 
Ele abriu os olhos no momento em que me afastei. - Você provavelmente deveria checar esses. 
Ele balançou a cabeça. - Eu vou ficar bem. 
- Não. - cuspi. - Esses cortes não vão se curar sozinhos—
- Você sempre parece esquecer que sou acostumado com essas coisas, babe. Eu vou ficar bem. Nada que alguns remédios e merdas como essas não possam consertar. 
Eu suspirei, inclinando a cabeça para o lado enquanto olhava para ele. - O que eu vou fazer com você?
Ele riu, me puxando  para mais perto pelos quadris. - Que tal um beijo? - ele sussurrou. 
Antes que eu pudesse dá-lo uma resposta, ele abaixou a cabeça, capturando meus lábios em um beijo. 
Eu sorri, envolvendo seu pescoço com meus braços, aprofundando o beijo antes de me afastar vagarosamente, deixando minha testa encostada contra a dele. - Vá tomar um banho. 
- Se importa em se juntar à mim? - ele lambeu seus lábios, piscando para mim. 
Eu ri, o empurrando levemente. - Não, obrigada. 
- Quem perde é você. - ele riu, me dando um selinho e andando até o banheiro. 
Eu rolei os olhos. - Tenho certeza que é. 
Com uma risada ecoando atrás da porta fechada do banheiro, eu tirei o roupão do meu corpo, dobrando-o e deixando em cima da cama antes de vestir as calças de moletom e blusa de Justin, puxando o cobertor e me deitando embaixo dele na cama confortável de Justin. 
Meus olhos se fecharam e antes que eu soubesse, caí num sono profundo, o rosto de Justin era a única coisa em meus sonhos. 






A maratona continua?

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